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O Jovem e escolha profissional

O Jovem e escolha profissional

21 de julho de 2020 Gratular

O que você quer ser quando crescer? Quem não escutou uma pergunta dessa quando era criança, pois é! Todos nós já escutamos esse questionamento, mas é por volta dos  16 e 17 anos, na fase da adolescência que essa realidade começa a ser configurada, pois é chegado o momento da decisão profissional e nem sempre estamos preparados para esse grande desafio.

Muitos jovens querem crescer, evoluir e usufruir de suas conquistas. Para tanto a escolha da profissão é um passo importante na vida de qualquer pessoa e alguns jovens não tem ideia sobre qual carreira seguir e vem a seguinte questão, como escolher a profissão certa? Não há formula mágica A escolha de uma profissão é a construção de um projeto de vida e é uma das grandes preocupações dos pais quando os filhos chegam ao Ensino Médio.

Escolher uma profissão é mais do que marcar um X num formulário, pois envolve interesses,  desejos, habilidades,  dúvidas e necessidades de aprovação da sociedade (família, amigos e outros).  As dúvidas mais frequentes entre os jovens dizem respeito ao futuro. Muitos se perguntam se serão bem-sucedidos nas profissões que escolherem, se vão gostar de trabalhar nessa área, se vão se inserir no mercado de trabalho depois de formados. Existe um grande medo de fazer a “escolha errada”e não alcançar o esperado sucesso profissional.

O que pode favorecer a  escolha profissional?

A escolha profissional não depende da idade, mas sim da maturidade de cada um. A capacidade de decisão é formada desde a infância quando a criança tem a oportunidade de escolher algumas coisas sem a ajuda dos pais, assim, quando chega na hora de decisões mais  importantes pode se sentir mais seguro para encará-las.Ter vários conhecimentos é fundamental para decidir. O primeiro é o conhecimento de si mesmo, suas habilidades, interesses, motivações, características pessoais.  O jovem precisa ter clareza de quem ele é, o que deseja para o futuro para, assim, achar profissões compatíveis com seus interesses e identificações.

O segundo passo é o conhecimento da realidade ocupacional: ler, conversar com quem está atuando no mercado de trabalho, acompanhar se possível a rotina de algum profissional e conhecer a matriz curricular dos cursos que pode ter interesse. Com esse conhecimento, o jovem poderá avaliar com mais clareza o que realmente lhe identifica.

Expectativa familiar e escolha profissional

Um cuidado que precisa ser tomado é quanto aos pais que precisam estar atentos, para não projetarem em seus filhos suas expectativas quanto à carreira e sucesso profissional, baseados em suas próprias crenças e experiências pessoais passadas. Frases como: “Você tem que ser médico como seu pai, que já tem um consultório onde você poderá trabalhar!” ou “Nesta profissão você não vai ganhar dinheiro ou ser bem sucedido!”podem ser extremamente prejudiciais na medida que se fazem imposições ao adolescente sem considerar seus talentos e individualidades.

Os pais têm um papel importante nessa escolha. É fundamental que possam compartilhar suas experiências com a profissão, como foi a sua entrada no mercado de trabalho, as habilidades que identificam em seus filhos, mas sem impor a sua vontade. O importante é que eles ofereçam apoio nesse momento e possam ajudar os filhos a ter autonomia e desenvolver a maturidade para uma escolha mais consciente e segura. É importante frisar que não há nada de errado em seguir a carreira dos pais, contanto que o jovem realmente se identifique com a profissão.

Há também a influência do grupo de amigos, onde todos estão vivenciando a mesma situação. O jovem pode identificar-se com seus pares e, muitas vezes, para ter aceitação no grupo, adere à opinião dos mais “influentes”. Isso, geralmente não dura muito tempo e faz parte do processo de amadurecimento e da formação da identidade do jovem.

Muitos jovens ainda escolhem sua profissão motivados pelo fator financeiro, quanto que  poderão ganhar no futuro e isso, é claro, é uma preocupação necessária para a sobrevivência. Entretanto, uma escolha profissional consciente não deve se basear apenas no fator financeiro, mas deve somar às características pessoais e os outros motivos em exercer uma profissão.

A escolha profissional é um ritual de passagem  na nossa cultura que pode ser difícil e sofrido para os jovens, pois estes passam por algumas transformações internas e externas e que ao escolher uma profissão estão também lidando com “lutos”,que seria o abrir mão de possibilidades que também possam se identificar. Escolher uma profissão não é um fato isolado, mas algo que se insere no todo da vida, intrinsecamente ligada à individualidade, à realização, aos sonhos, esperanças, fantasias, medos. Na contramão deste processo, a sociedade pós-moderna capitalista tem favorecido cada vez menos espaço para o contato do ser humano com a  sua  singularidade. As exigências sociais, bem como as expectativas familiares nem sempre respeitam o tempo necessário para que o jovem possa fazer o seu caminho de escolha. Isso se confirma, por exemplo, quando buscamos uma escola de educação infantil para nossos filhos e vemos na campanha de marketing da instituição que o foco da educação é o vestibular.

A escolha profissional é, provavelmente, a primeira grande escolha da vida de uma pessoa, por isso, a importância, muitas vezes de participar de um processo de  orientação profissional que possa ajudar o jovem a tomar contato com os seus motivos internos e externos, facilitando  uma decisão mais clara e consciente de si e dos fatores que interferem na sua tomada de decisão, e que muitas vezes pode gerar conflitos, favorecendo a  quadros de grande ansiedade, levando até  situações de adoecimento devido as pressões e o medo de fazer a escolha errada. A verdade é que não existe uma escolha certa ou errada, e sim a escolha possível dentro das minhas possibilidades e condições de fazer essa escolha.

Neste processo de escolha, a  Orientação Profissional pode ser uma estratégia de grande valia para afinar a visão e afunilar as muitas possibilidades, pois por meio de um processo estruturado o orientador profissional poderá favorecer o autoconhecimento através do uso de diversas técnicas, instrumentos, jogos de informação profissional,  estratégias de ação e atividades que auxiliam na reflexão sobre si mesmo, da própria história, sobre as possíveis profissões e expectativas em relação ao futuro e ao papel que se quer ocupar na sociedade.

Assim, muitos jovens e familiares que passam por este momento tão importante, podem buscar estratégias e soluções que auxiliem os que ainda não sabem ou têm dificuldades de decidir. O caminho será sempre o que realiza o coração e lhe faz crescer em humanidade. Afinal, não há valor que pague a sensação de termos encontrado nosso lugar no mundo!

Roberta Cavalcante

Psicóloga Clinica e Orientadora Profissional e de Carreira

opc@robertacavalcante.psc.br

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21 de julho de 2020 Gratular

Segundo o filósofo francês Gilles Lipovetsky, vivemos em uma sociedade hipermoderna, permeada pelo hiperconsumo e pela efemeridade, ou seja, onde tudo é passageiro, descartável e raso, concomitantemente, queremos consumir, ou melhor, hiperconsumir: consumir produtos, marcas e estilos de vida (lifestyles) .

Dessa maneira, para dar conta de uma lógica hiperconsumista, incorporamos a dinâmica contemporânea da hiperprodutividade de forma que somos convocados a entrarmos em um ciclo de produzir-consumir, sendo essa produção voltada para a prática laboral formal.  As máximas “o trabalho dignifica o homem” e “Deus ajuda quem cedo madruga” vão sendo naturalizadas de maneira que o trabalho é divinizado e o sujeito contemporâneo é valorizado a partir de seu envolvimento com ele. A ideia de sucesso vai sendo construída, portanto, a partir de referências laborais.

A contemporaneidade supervaloriza o trabalho e, sobretudo, o trabalhador. Assim, podemos pensar: e quando a aposentadoria chegar? O sentimento muitas vezes é de luto, de perda de valor individual, não existe mais a rotina de trabalho, a convivência com os colegas, a ocupação do tempo e a condição de trabalhador.

O impacto para a vida do sujeito se constitui de diversas formas, sendo diretamente influenciada pela relação que o mesmoestabeleceu com o trabalho ao longo de toda a sua história. Se, ao longo da vida, o trabalho ocupou grande parte da minha vida, de forma que não investi em outros aspectos, provavelmente vou sentir mais o processo de luto do que aquele sujeito que dividiu sua energia em outros âmbitos de vida.

Estamos falando de projetos de vida! O evento da aposentadoria convoca o sujeito a pensar na sua forma de viver, a repensar seus projetos e sonhos. O que fazer após a aposentadoria? Não existe receita pronta. Precisamos construir nossa própria receita, adicionando aqueles ingredientes que nos são mais saborosos. Existem aquelas pessoas que voltam ao mercado de trabalho após a aposentadoria, mas escolhendo, muitas vezes, outra rotina, outra função, fazendo escolhas mais leves, sem o peso da obrigação e da necessidade de sustento. Tem aqueles que voltam ou começam a estudar. Outros vão cuidar da casa, viajar, investir nas relações. São infinitas as possibilidades. Como eu disse, não existe receita!

Na psicoterapia, o terapeuta atua como um facilitador desses processos de mudança e de elaboração dessas perdas e ganhos gerados pela aposentadoria. O importante aqui é que a pessoa não se aposente de si mesma e possa ver possibilidades e potência nessa fase da vida. Como dizia o filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre: “Não importa o que me foi dado, o importante é o que eu faço com o que recebi”, ou seja, não somos determinados pelo nosso contexto de vida, mas agentes ativos de transformação daquilo que nos acontece.

Por Fernanda Marinho, psicóloga

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Afastamento do trabalho: o que fazer?

Afastamento do trabalho: o que fazer?

21 de julho de 2020 Gratular

Os transtornos mentais estão entre as principais causas de perdas de dias de trabalho no mundo. Em casos leves, há perda de  4 dias ao ano. Em casos graves há perda de cerca de 200 dias no ano. 

O estabelecimento da relação causal entre agravos à saúde mental e o trabalho é objetivo de questionamentos. Serviços de saúde, órgãos previdenciários, sindicatos e serviços de medicina do trabalho e segurança do trabalho das empresas informam ser impossível estabelecer nexo causal devido à “invisibilidade” dos sintomas psíquicos

Dessa forma, existem poucos profissionais treinados no reconhecimento e prevenção das doenças ocupacionais, não sendo feita a devida associação entre os riscos ocupacionais e a doença do trabalhador, sendo importante investigar a história clínica e ocupacional do paciente.

Afastamento do trabalho

Se o transtorno mental for comprovadamente causado pelo ambiente de trabalho, ao fazer o acompanhamento com o médico, é possível começar a reunir documentos e dar início ao processo de afastamento do trabalho. Será necessário apresentar laudos e demais provas que comprovem que o transtorno está sendo causado pelo local de trabalho.

Diagnósticos de burnout, transtorno de adaptação, Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), por exemplo, deverão comprovar que essa condição foi gerada dentro da empresa em que o paciente trabalha.  

Direitos do trabalhador

Caso o quadro de saúde mental evolua, prejudicando cada vez mais a saúde e produtividade do trabalhador, ele deverá passar por uma perícia no Instituto Nacional do Seguro Social, o  INSS. O instituto é responsável por diagnósticos que observam se a doença é passageira ou crônica, direcionando o trabalhador em cada um dos casos.

Ou seja, se o diagnóstico for de um quadro auto-limitado, com possibilidade de melhora e recuperação, o trabalhador terá direito de receber o auxílio-doença, com afastamento até retomar as atividades. Se o diagnóstico for de doença crônica, com prejuízos globais, como a esquizofrenia, ele poderá ser aposentado por invalidez.

Como é a perícia do INSS?

Como exposto acima, a perícia para obtenção de benefício previdenciário é um procedimento feito para comprovar o desenvolvimento de uma condição de saúde que foi causada pelo trabalho. Quando o trabalhador é considerado incapaz de exercer sua função por mais de 15 dias ele tem direito ao auxílio-doença.

Porém, este benefício só é válido se for comprovada a incapacidade da pessoa de trabalhar por doença. Além disso, o tipo de benefício varia de acordo com o tempo necessário para a recuperação, podendo chegar à aposentadoria por invalidez se a pessoa não tiver mais capacidade para voltar a trabalhar.

Como é feita a perícia?

Um profissional capacitado na área vai realizar a perícia médica, o médico perito do INSS. Ou seja, ele fará um diagnóstico detalhado do estado de saúde do paciente. É importante destacar: só o laudo pericial dos peritos do INSS é válido para dar início ao processo de afastamento ao trabalho, com auxílio dos  atestados de médicos que acompanham o trabalhador. 

Por isso, agende uma consulta médica e se o médico psiquiatra sugerir afastamento, marque uma consulta diretamente no INSS. Lá você poderá dar início ao processo do benefício. 

Quais direitos o trabalhador tem?

Em um caso comprovado de transtorno mental, o trabalhador tem direitos e benefícios trabalhistas e também previdenciários. Porém, esses direitos são assegurados aos trabalhadores que sofrem de doença mental e que são incapacitados de cumprir as suas funções. Como dito anteriormente, a maneira correta de buscar os benefícios é através do INSS.

O trabalhador com doença comprovada por causa do seu trabalho poderá receber auxílio-doença, auxílio-acidente ou até aposentadoria por invalidez. Ou seja, o benefício depende da gravidade e do tempo de recuperação. Em alguns casos, o trabalhador tem direito a uma indenização da empresa causadora do transtorno. Porém, os casos devem ser analisados e são de direito do trabalhador.

Pedir afastamento é a melhor solução?

O tratamento do transtorno mental deve seguir as orientações médicas. Por isso, siga buscando auxílio deles, mesmo com o afastamento do trabalho. 

Fazer psicoterapia, atividade física, cuidar do sono, da alimentação, buscar atividades de lazer e relaxantes, encontrar amigos. Além disso, existem alternativas, como diversas maneiras de mudar de carreira ou buscar um novo emprego que poderá trazer mais satisfação. É importante desenvolver atitudes que façam acreditar que existem motivos reais para se estar vivo e fazer a diferença no mundo em que vivemos. Aproveitar cada momento vale a pena quando realmente acreditamos em um significado especial para a vida.

Gisele Serpa, psiquiatra

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Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout

21 de julho de 2020 Gratular

Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional (SEP)

Em 1986, a psicóloga Christina Maslach referiu que o burnout é descrito como uma síndrome multidimensional constituída por exaustão emocional, desumanização (cinismo) e reduzida realização pessoal no trabalho.É uma resposta prolongada e intensa aos estresses emocionais e interpessoais crônicos no trabalho. A síndrome tem alta prevalência em bancários, profissionais da saúde, professores, estudantes de pós-graduação e delegados.

A prevalência de Burnout na população brasileira é 2,42%, 33% estavam em situação preocupante, 4%: alto grau de estresse e com risco de desenvolver a síndrome.

A síndrome é presente tanto nas profissões com demanda de esforço mental quanto de esforço físico; parte dos portadores ocupa cargo de maior responsabilidade (pressão por metas e falta de compartilhamento de responsabilidade). Está presente também em trabalhadores com demanda física, que trabalham com repetição, pressão, cargas horárias extenuantes e alto esforço físico: profissões menos especializadas.

  • Características das três dimensões do SEP/Burnout
  • Exaustão emocional: tensão básica com sensações de sobre-esforço e de não poder dar mais de si em termos afetivos – fadiga emocional, decorrente das inúmeras interações que o trabalhador deve manter entre clientes e colegas de trabalho, esgotamento de energia e recursos emocionais, devido ao contato intenso e constante com os problemas de outras pessoas.
  • Despersonalização ou cinismo: refere-se ao contexto interpessoal no qual se desenvolve o trabalho; supõe o desenvolvimento de atitudes distanciadas afetivamente frente as pessoas a quem se presta serviço; ausência de sensibilidade – endurecimento afetivo, com distanciamento frente às pessoas, silêncio, uso de atitudes depreciativas, na tentativa de culpar os usuários pela sua própria frustração.
  • Baixa realização pessoal ou ineficácia: representa a avaliação que o indivíduo tem de seus desempenhos ocupacional e pessoal, e é refletida por perda de confiança na realização própria, com a presença de auto-conceito negativo. Há redução significativa dos sentimentos de competência relacionados à auto-valorização, cujo objeto são as pessoas.

       Os fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome são:

  • Falta de apoio no trabalho;
  • Má relação interpessoal;
  • Assédio moral;

    A SEP é pouco diagnosticada, embora seja bastante comum. Após o diagnóstico, os pacientes se sentem mais aliviados, pois podem ter melhora da qualidade de vida com o tratamento. O ponto crítico do tratamento é o afastamento profissional, pois para a maioria não é uma opção a ser considerada, já que pode significar perda de ambiente no concorrido mercado de trabalho.

As estratégias de enfrentamento incluem:

  • Medidas de promoção de saúde no local de trabalho têm papel significativo na prevenção da síndrome, além de intervenções na organização do trabalho, melhorias no ambiente profissional, na comunicação e no combate ao assédio moral.
  • Saber reconhecer os sintomas nas relações pessoais, no corpo e mente;
  • Tentar eliminar estressores possíveis e aceitar estressores inevitáveis;
  • Reinterpretar estressores inevitáveis
  • Reconhecer limites e respeitá-los
  • Tomar atitude ativa diante da vida
  • Concentrar-se na busca de soluções e não nas emoções geradas pelo evento estressor;
  • Assumir responsabilidade pela vida
  • Aprender a dizer NÃO
  • Utilizar apoio de colegas de trabalho
  • Lembrar que o evento ruim vai acabar um dia
  • Os efeitos neuroprotetores e antioxidantes dos antidepressivos são bem descritos e podem ter benefício na terapia farmacológica da SEP.
  • Para atenuar sintomas, é interessante rir, fantasiar, usar senso de humor, tirar férias mentais ainda que por breves momentos durante o dia, além de fazer atividade de relaxamento e atividade física.
Por Gisele Serpa, psiquiatra

 

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O trabalho

O trabalho

21 de julho de 2020 Gratular

Esse mês de maio iniciamos a série trabalho, com vários posts relacionados à função laboral.

O trabalho é parte integrante da vida da maioria das pessoas. Desempenha papel central na vida do indivíduo, contribui para sua maneira de ser, determina sua identidade e o torna útil dentro dos contextos familiar e social. O trabalho permite:

•Independência econômica e reconhecimento;

•Concretizar os sonhos, atingir os objetivos de vida, é também uma forma de expressão;

•Demonstração de ações, iniciativas e aperfeiçoamento de habilidades pessoais e em grupo;

•Convivência com pessoas, lidar com diferenças, aprender a não ser egoísta, pensando no objetivo do trabalho; 

Já na escola, observamos esse papel de promover a conquista de espaço, respeito e consideração dos demais ao realizar uma atividade bem feita, gerando auto-estima, satisfação pessoal e realização profissional

O trabalho, quando é satisfatório, gera prazer , alegria e saúde, é fonte de subsistência pessoal e familiar e de posição social. Somos conhecidos pela nossa categoria profissional. Quando é desprovido de significado, não reconhecido ou fonte de ameaças à integridade física e psíquica, impõe sofrimento ao trabalhador.

Dessa forma, a Terapia ocupacional: busca previnir, tratar e reabilitar e criar condições para o retorno laboral de pessoas afastadas com enfermidades.

As indústrias surgiram no final do século XIX e hoje têm grande impacto na sociedade. Os empregos gerados são  responsáveis pelo sustento da maioria das famílias, estamos a maior parte do tempo no ambiente de trabalho, impactando nas relações humanas. O mercado tem se tornado complexo, competitivo e dinâmico, com novos e maiores desafios impostos pelas organizações, aumentando o nível de exigência aos trabalhadores. 

As relações atuais de trabalho se apresentam em três contextos:

•Micro: diz respeito ao indivíduo e sua trajetória individual –  levando em consideração, gênero, idade, procedência, etnia, escolaridade, estado civil, experiências de vida, religião, valores pessoais, trabalhos anteriores, papeis desenvolvidos e o seu comprometimento com o trabalho, assim como traços de personalidade.

•Intermediário: empresa ou instituição onde o trabalho é exercido, levando em consideração, o tipo de organização, porte, aspectos éticos da corporação, valores e fatores culturais dos superiores e dos subordinados.

•Macro: remete às tendências globais  e às influências recebidas pela humanidade desde a Revolução Industrial, com inovação da tecnologia da informação.  Prima pela competitividade, redução de custos e diminuição de empregos, informatização das empresas e mudanças na jornada de trabalho. A política econômica neoliberal visa: lucratividade e produção em massa, descaracterizando o trabalho do homem. 

Por Gisele Serpa, psiquiatra
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Transtorno de Personalidade Evitativa.

Transtorno de Personalidade Evitativa.

21 de julho de 2020 Gratular

Transtorno de Personalidade Evitativa tem prevalência de 2,4% da população mundial é um transtorno de personalidade caracterizado por um padrão predominante de inibição social, sentimentos de incapacidade, sensitividade extrema a críticas ou repreensões, e uma tendência à solidão ou isolamento. Pessoas que apresentam o transtorno de personalidade esquiva vêem a si mesmas como socialmente ineptas e não atraentes e evitam contato social por medo de serem ridicularizadas, humilhadas ou desprezadas. Os pacientes, tipicamente, mostram-se solitários e relatam o sentimento de distanciamento da sociedade.

É definido como: “um padrão invasivo de inibição social, sentimentos de inadequação, e hipersensitividade a críticas, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”. Um diagnóstico desse transtorno requer quatro dos sete critérios listados no DSM:

  • Evitação de contatos sociais que envolvam um significante contato interpessoal, por medo de críticas, desaprovações ou rejeições.
  • Só se envolve com pessoas quando tem certeza de que gostarão dele.
  • Apresenta certo bloqueio nas relações íntimas por medo de ser envergonhado ou humilhado.
  • É extremamente preocupado com críticas ou em ser rejeitado em situações sociais.
  • É inibido em novas situações interpessoais por sentimentos de inadequação.
  • Vê a si mesmo como socialmente inepto, sem características atraentes.
  • É usualmente relutante em tomar riscos ou em engajar-se em novas atividades porque elas podem se tornar embaraçosas.
O transtorno de personalidade esquiva é comumente confundido com a fobia social, no entanto, as pessoas afetadas por fobia social experimentam uma enorme ansiedade e apreensão ao confrontarem situações socialmente temidas e fazem de tudo para evitá-las. Nesta patologia,!Artigos com expressões evasivas ou atribuições vagas o consciente e o bom senso não são suficientes para superar o excesso de timidez, sendo este de caráter orgânico/cognitivo e fora do alcance de uma decisão racional do paciente. O transtorno de personalidade esquiva é comumente confundido também com o transtorno de personalidade anti-social , no entanto, clinicamente, o termo anti-social significa atitudes agressivas e contrárias à sociedade (sociopatia), não inibições sociais. Ainda, o transtorno de personalidade esquiva não deve ser confundido com o transtorno de personalidade esquizóide. Enquanto os esquizoides apresentam falta de interesse nas relações sociais, os esquivos têm muito interesse, mas sua falta de confiança age como um bloqueio em tais relações. Outra diferença é que os esquizoides são imunes às críticas e a elogios, e esquivos são muito sensíveis às mesmas.
Indivíduos com esse transtorno de personalidade costumam avaliar vigilantemente os movimentos e as expressões daqueles com quem tem contato. Sua conduta temerosa e tensa pode provocar o deboche dos outros, o que, em contrapartida, confirma suas dúvidas pessoais. esses indivíduos se sentem muito ansiosos diante da possibilidade de reagirem à crítica com rubor ouchoro. Sao descritos pelas outras pessoas como envergonhados, tímidos, solitários ou isolados. Os maiores problemas associados a esse transtorno ocorrem no funcionamento social e profissional. A baixa autoestima e hipersensibilidade à rejeição estão associadas a contatos interpessoais.

O comportamento costuma iniciar na infância pré-verbal ou verbal por meio de timidez, isolamento e medo de estranhos e de novas situações. Existem evidencias de piora na adolescência e início da fase adulta e com o passar dos anos, tende a ficar menos evidente ou sofrer remissão com o envelhecimento.

Esse diagnóstico deve ser usado com muita cautela em crianças e adolescentes, para os quais a timidez e evitarão podem ser adequadas do ponto de vista do desenvolvimento.

O tratamento envolve psicoterapia cognitivo-comportamental e terapia analítico-comportamental, para desenvolver estratégias de enfrentamento dos sintomas. Geralmente, é necessário o uso de psicofármacos e suporte social de familiares e pessoas próximas. Esses indivíduos podem ficar relativamente isolados e em geral não apresentam uma grande rede de apoio social capaz de auxiliar nas crises. Desejam afeição e aceitação e podem fantasiar relacionamentos idealizados com outros. Os comportamentos de evitarão podem afetar adversamente o funcionamento profissional, pois tentam evitar situações sociais que podem ser importantes para as demandas básicas do trabalho ou os avanços da profissão.


Por Gisele Serpa, psiquiatra

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Transtorno de personalidade narcisista

Transtorno de personalidade narcisista

21 de julho de 2020 Gratular

O que é Transtorno de personalidade narcisista?

O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa na idade adulta e está presente em uma variedade de contextos. Indivíduos narcisistas são caracterizados por fantasias irreais de sucesso e senso de serem únicos, hipersensibilidade à avaliação de outros, sentimentos de autoridade e esperam tratamento especial. Frequentemente apresentam sentimento de superioridade, exagero de suas capacidades e talentos, necessidade de atenção, arrogância e comportamentos autorreferentes. Exibem exagerada centralização em si mesmos, geralmente acompanhada de adaptação superficialmente eficaz, adaptam-se às exigências morais do ambiente como preço a pagar pela admiração; porém, tem sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas.

Nosso atual conhecimento quanto às causas do transtorno de personalidade narcisista é ainda pequeno e tem muitas incertezas, entretanto está claro que há o envolvimento direto dos componentes da personalidade habitual: constituição corporal, temperamento e caráter. Podemos, de modo mais genérico, entender que a personalidade é composta pela interação de disposições hereditárias e das influências ambientais.

Fatores de risco

Os traços narcisistas podem ser particularmente comuns em adolescentes, não indicando, necessariamente, que o indivíduo terá um transtorno da personalidade narcisista. Os homens perfazem 50 a 75% dos indivíduos com o diagnóstico de Transtorno da Personalidade Narcisista.

Sintomas de Transtorno de personalidade narcisista

Pacientes com transtorno da personalidade narcisista são muito sensíveis a mágoas por críticas ou derrotas. Muitas vezes não demonstram isso e passam a sentir humilhados, degradados e vazios. Já em alguns casos a reação pode ser de desdém, raiva ou agressivo contra-ataque.

Por vezes essas vivências geram um afastamento social ou esforço enorme para se mostrar humilde a fim de esconder a grandiosidade. As relações interpessoais tipicamente são comprometidas pelos problemas resultantes da presunção, da necessidade de admiração e do relativo desrespeito pela sensibilidade alheia. Embora a ambição e a confiança possam levar a altas realizações, o desempenho pode ser perturbado em virtude da intolerância a críticas ou derrotas.

Outro aspecto importante é que esses pacientes, mesmo tendo um prejuízo, muitas vezes apresentam condições financeiras elevadas e bons cargos não sendo uma regra a presença de dificuldade laboral.

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Transtorno de personalidade antisocial: o que é

Transtorno de personalidade antisocial: o que é

21 de julho de 2020 Gratular

Transtorno de Personalidade Anti-social, é aquele usualmente conhecido como Psicopatia, Sociopatia.

Tem prevalência em torno de 0,2 a 3,3%, em ambientes prisionais, população masculina e usuária de substancias, essa prevalência pode chegar a 70%.

Trata-se de um padrão difuso de indiferença e violação dos direitos dos outros, o qual surge na infância ou no inicio da adolescência e continua na vida adulta. Visto que a falsidade e manipulação são aspectos centrais.

Para que o diagnóstico seja firmado, o individuo necessita ter 18 anos de idade e sintomas de transtorno de conduta antes dos 15 anos. O transtorno de conduta envolve um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual os direitos básicos dos outros ou as principais normas ou regras sociais apropriadas à idade sao violadas, classificados como agressão a pessoas e animais, destruição de propriedade, fraude, roubo ou grave violação a regras.

Para o diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial, os pacientes devem ter desprezo persistente pelos direitos dos outros, como mostrado por ≥ 3 dos seguintes:

  • Desprezar a lei, indicado por atos repetidamente cometidos que são motivo de detenção
  • Ser enganador, indicado por mentiras repetidas, uso de pseudônimos ou enganar os outros para ganho pessoal ou prazer
  • Agir impulsivamente ou não planejar com antecedência
  • Ser facilmente irritado ou agressivo, indicado por brigas físicas constantes ou agressão a outros
  • De forma imprudente desprezam sua segurança ou a segurança dos outros
  • Agir consistentemente de forma irresponsável, indicado por deixar um emprego sem planos para outro ou não pagar contas
  • Não sentir remorso, indicado pela indiferença ou racionalização da agressão ou maus-tratos de outros

O padrão de comportamento anti-social segue até a vida adulta, sao indivíduos que nao têm êxito em em ajustar-se as normas sociais, pessoas com esse transtorno envolvem-se  repetidamente em atitudes ilegais.

Indivíduos  com o transtorno de personalidade antissocial frequentemente carecem de empatia e tendem a ser insensíveis, cínicos e desdenhosos em relação aos sentimentos, direitos  e sofrimento alheio. Podem ter autoconceito inflado e arrogante, podendo ser excessivamente opiniáticos, autoconfiantes ou convencidos. Tendem a exibir um charme desinibido e superficial, são vol’veis e verbalmente fluentes. Falta de empatia, autoapreciaçao inflada e charme superficial são aspectos que têm sido comumente incluídos em concepções tradicionais da psicopatia e fator preditivo de recidiva em atividades ilícitas. 

O prognóstico tende a ser reservado, tendem a fracassar em prover o próprio sustento, empobrecer ou passar muitos anos em instituições penais. Sao mais propensos a morrer prematuramente de formas violentas do que a população geral.

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Transtorno de personalidade anancástica

Transtorno de personalidade anancástica

21 de julho de 2020 Gratular

O transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo (anancástica) é caracterizado por um constante sentimento de dúvida,, escrupulosidade, verificações, e preocupação com pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas com raizes na infância e que persiste na idade adulta. O transtorno pode ser acompanhado de pensamentos ou de impulsos repetitivos e intrusivo. 

Pessoas com esse transtorno são excessivamente cuidadosos e propensos à repetição, dando extraordinária atenção a detalhes e verificando repetidamente, em busca de possíveis erros.

Os portadores desse transtorno tem cinco vezes mais chance de apresentar TAG (Transtorno de ansiedade generalizada).

Para ser diagnosticado deve atender a pelo menos 3 dos seguintes critérios:

* Sentimentos de dúvida constante e cautela excessiva;

* Preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou programa;

* Perfeccionismo que interfere com a conclusão da tarefa;

* Excessiva conscienciosidade, escrúpulos e preocupação excessiva com a produtividade a ponto de prejudicar relacionamentos interpessoais;

* Pedantismo excessivo e adesão às convenções sociais;

* Rigidez e teimosia;

* Insistência irracional pelo indivíduo em fazer os outros seguirem exatamente o seu jeito de fazer as coisas ou relutância irracional em permitir que outros façam as coisas do seu próprio jeito;

* Intrusão de pensamentos repetitivos e intrusivos ou impulsos.


A terapia cognitivo-comportamental (TCC) possui diversas técnicas para tratar transtornos de personalidade, dentre elas a terapia do esquema tem recebido destaque, complementando a TCC. Entre 60 a 70% dos pacientes respondem bem à farmacoterapiae 60 a 80% melhoram com terapia analítico-comportamental ou TCC.

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Transtorno de Personalidade Borderline: o que é?

Transtorno de Personalidade Borderline: o que é?

21 de julho de 2020 Gratular

Esse distúrbio psiquiátrico afeta até 6% da população e aumenta o risco de suicídio. Afeta cerca de 20% dos pacientes internados, com prevalência tendendo a reduzir em faixas etárias mais altas. 

Até 10% dos pacientes diagnosticados com a doença cometem suicídio, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

A característica essencial inclui um padrão difuso de instabilidade nas relações interpessoais, da autoimagem, de afetos e de impulsividade aumentada. Tentam de tudo para evitar um abandono real ou imaginado.

Pessoas com esse transtorno apresentam um padrão de relacionamentos instável e intenso. São inadequadamente íntimos e podem mudar rapidamente da idealização à desvalorização.

Esses indivíduos podem sofrer mudanças extremas de humor e podem demonstrar incertezas sobre quem são. Como resultado, seus interesses e valores podem mudar rapidamente.

Os principais sinais incluem:

    • Esforços frenéticos para evitar o abandono real ou imaginário. O medo do abandono provoca uma necessidade elevada de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas ou sem apoio. 
    • Um padrão de relações intensas e instáveis com familiares, amigos e entes queridos, muitas vezes passando de extrema proximidade e amor (idealização) a extrema fúria ou ódio (desvalorização). Impulsividade: idealizam pessoas, se apaixonam e desapaixonam de modo fulminante. Rapidamente desenvolvem admiração e desencanto por alguém.
    • Auto-imagem distorcida e instabilidade em relação a si mesmo. Baixa auto-estima.
    • Comportamentos impulsivos e muitas vezes perigosos, como gastar compulsivamente, praticar sexo sem proteção, abusar de álcool e drogas, dirigir de forma imprudente e compulsão alimentar.
    • Comportamentos suicidas recorrentes ou ameaças ou comportamentos autodestrutivos, como a automutilação. Muitos se machucam, queimam, furam, cutucam por vontade de sentir dor. Não é incomum ouvir relatos como “a dor no corpo é melhor que a dor na alma”.
    • Humor intenso e altamente variável, com cada episódio durando de algumas horas a alguns dias.
    • Sentimentos recorrentes de vazio e solidão. Possuem alta sensibilidade à rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma viagem de negócios do parceiro pode desencadear reação completamente desproporcional como acusações de rejeição, de abandono e de egoísmo.
    • Fúria, ódio ou raiva intensa ou problemas/dificuldades para controlar a raiva
    • Presença de pensamentos paranóicos relacionados ao estresse
    • Baixo limiar de tolerância a frustrações.

O transtorno de personalidade Borderline é cerca de cinco vezes mais comum em parentes biológicos de primeiro grau comparado a população geral, atinge adultos jovens e dos 30 aos 50 anos, a maioria apresenta estabilidade nos relacionamentos ou no funcionamento profissional. Estudos de seguimento de indivíduos com a doerá mostram que após 10 anos de seguimento, cerca de 50% não apresenta mais padrão de comportamento que preenche mais critérios para a doença.

O tratamento se dá com acompanhamento médico com psiquiatra, psicológico e, principalmente, suporte social de familiares e amigos. 

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Cérebro ou coração apaixonado?

Quais  os mecanismos que ocorrem no cérebro em relação ao amor? Mas se tudo ocorre no cérebro, por que teimamos em usar o coração como símbolo desse sentimento?  A ciência já provou que ele bate mesmo mais forte quando encontramos a pessoa amada. Dessa forma, todo o colorido do amor é representado pelo coração, mas […]

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