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Toda esquina, uma farmácia

Toda esquina, uma farmácia

21 de julho de 2020 Gratular

A grande quantidade de farmácias abrindo em nossa cidade traz a reflexão de quanto nós brasileiros nos automedicamos.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas, cerca de 80 milhões de brasileiros são adeptos da automedicação, número que representa 40% da população.

Os analgésicos são medicamentos capazes de diminuir ou bloquear a dor. Seu uso abusivo pode gerar efeitos colaterais, como hipertensão, gastrite e hepatite, além da dependência psicológica.

São medicamentos usados em padrão de abuso principalmente em situações de dor de cabeça ou tensões musculares, e eles são capazes de produzir efeitos rebote, já que quanto mais se utiliza, mais dor pode ter.

Segundo estudos publicados no British Medical Journal, basta ingerir o analgésico durante 15 dias seguidos para levar ao efeito de dependência química e tolerância, quando necessita de cada vez mais doses aumentadas para aliviar a dor.

Outros medicamentos bastantes utilizados são os descongestionantes nasais, utilizados em qualquer época do ano.

Muitos desconhecem que o uso do descongestionante nasal deve ser feito por período curto, pois o uso continuado pode levar a um efeito rebote, causando dependência química, já que a pessoa só consegue respirar após o uso do descongestionante, que é um potente vasoconstritor, podendo levar a elevação da pressão arterial e aumento do ritmo cardíaco. Além desses problemas, pode surgir a dependência psicológica por conta do uso patológico do medicamento, você passa a acreditar que você precisa daquela substância para sobreviver e pode enfrentar sintomas graves de ansiedade quando está em situação com dificuldade de acesso ao medicamento.

Pouca gente imagina, mas os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil, ocupando, desde 1994, o primeiro lugar nas estatísticas do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas – SINITOX. As crianças menores de 5 anos representam cerca de 35% destes casos de intoxicação.

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Maconha: como ela age no corpo

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21 de julho de 2020 Gratular

O corpo sob efeito

A polêmica em torno da Cannabis sativa se deve a seus efeitos. Foi em função deles que ela se tornou uma erva sagrada e teve seu uso medicinal reconhecido há milhares de anos. Porém, foi por eles que também foi rotulada como a “erva do diabo” e proibida em diversos países. Mas, afinal, como age a maconha no corpo humano? Antes de tudo, é preciso lembrar que já foram identificados mais de 500 componentes nas várias espécies da planta. Assim, nem tudo sobre a erva está totalmente explicado e novos estudos podem identificar outros efeitos.

Por todo o organismo

A maconha também pode gerar outros efeitos comportamentais e no corpo de quem a consome.

Confira alguns exemplos:

– Em certos casos pode ocorrer a perda de parte da audição;

– Devido ao seu consumo, é possível que apareçam crises de tosse;

– Alguns neurônios responsáveis pela satisfação alteram seu comportamento e passam a estimular uma maior ingestão de alimentos. Disso vem a famosa “larica”;

– Longos períodos sem consumir a erva podem dar origem a quadros de irritabilidade e insônia, além de crises de ansiedade e pânico;

– Por outro lado, também é capaz de contribuir nos tratamentos desses sintomas, amenizando suas reações.

Pulmão

Ao ser inalada, a fumaça da maconha leva substâncias tóxicas aos pulmões, além de causar irritação na traqueia e dilatação dos brônquios. O uso contínuo tende a causar danos ao órgão, como bronquite crônica e comprometimento da função respiratória. Estudos indicam que usuários que fumam maconha têm mais chance de desenvolver câncer no pulmão, risco ampliado caso também sejam tabagistas.

Intestino

Há uma grande concentração de receptores canabinoides no órgão, que ao serem acionados pelo THC, retardam a sensação de saciedade, mais um motivo para que a famosa “larica” se manifeste. Não há qualquer evidência científica de que a erva possa “soltar” ou “prender” o intestino.

Olhos

A maconha provoca relaxamento muscular e vasodilatação, inclusive na região dos olhos. Com isso, os vasos sanguíneos do globo ocular acabam ficando mais espessos e visíveis, deixando os olhos avermelhados. As glândulas lacrimais, ao contrário, sofrem constrição, reduzindo a lubrificação e causando irritação.

Boca

O THC provoca constrição também das glândulas salivares, o que leva o usuário a ter uma sensação de secura na boca. As papilas gustativas, que ficam na língua, também são afetadas, apurando o paladar principalmente em relação a sabores adocicados.

Coração

A maconha aumenta a pressão arterial, o que altera o ritmo dos batimentos cardíacos. Na fase mais aguda de seus efeitos, o coração pode bater até 50% mais rápido. Em pessoas que já possuem um histórico de problemas cardiovasculares, tais efeitos tendem a ser danosos.

Órgãos sexuais

Alguns estudos apontam uma diminuição de até 50% dos níveis de testosterona e diminuição da produção de esperma em usuários crônicos. Em mulheres, foram observadas alterações no ciclo menstrual. No entanto, ainda não existem estudos conclusivos que provem danos ou benefícios da Cannabis em relação à atividade sexual e à reprodução.

Ação no cérebro

Devido à complexidade do cérebro a maconha atua de forma diferente em cada área cerebral:

No córtex frontal e no hipocampo afeta a memória de curto prazo momentaneamente, isto é, o efeito é notado apenas durante o consumo. Enquanto sob o efeito da substância, observa-se uma redução na capacidade de raciocínio lógico.

No córtex pré-frontal a capacidade de concentração é prejudicada pelos canabinoides que atuam nessa região, é mais difícil tomar decisões sob efeito dessas substâncias. Por outro lado, há aumento de flexibilidade cognitiva.

O efeito no Núcleo Accumbes proporciona uma ampla sensação de prazer e relaxamento, por isso, frequentemente observa-se os usuários rindo enquanto consomem. O uso constante e em altas doses pode dar origem a um quadro de abuso ou dependência.

O cerebelo e gânglios basais são áreas com diversos receptores responsáveis pela capacidade motora. Devido ao relaxamento intenso, pode haver perda parcial de controle de movimento e equilibro.

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Dependência de jogos eletrônicos

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21 de julho de 2020 Gratular

Muitos pais de adolescentes ficam preocupados com o tempo excessivo de seus filhos em frente ao computador e se isso seria um hábito prejudicial no futuro.

As dependência de jogos eletrônicos parece estar mais associada a comportamentos suicidas comparado ao uso saudável, de acordo com uma meta-análise recém publicada no prestigiado Journal of Clinical Psychiatry.

Vários estudos sugeriram que o vício em jogos eletrônicos está associado a taxas mais altas de irritabilidade, insônia, isolamento social e comportamentos suicidas, mas se esta associação é impulsionada por outros fatores, como depressão, ainda não está claro.

Os autores descobriram que as taxas de prevalência de ideação suicida, planejamento e tentativas foram todas significativamente maiores nos participantes do estudo com dependência de jogos eletrônicos do que nos controles (cerca de 5 vezes maior média). Quando os autores utilizaram apenas dados de estudos que ajustaram demografia e depressão, eles descobriram que as taxas de prevaleciam altas.

Com essas informações em mãos o que os pais podem fazer na  prática? Limitar o tempo de uso do computador ou celular de crianças e adolescentes com monitorização e controle constantes dos conteúdos acessados. Muitos acham que tal atitude é transgredir o direito de liberdade do filho, mas a verdade é que essas crianças não podem permanecer expostas a situações de risco e desconhecidas, sem nenhuma precaução e cuidado. Alguns sinais de alerta são:

Comece a pensar duas vezes, caso se encaixe nos itens abaixo:

• Gasta as horas de sono para ficar no computador

• Sempre fica mais tempo conectado do que pretendia

• Perdeu amigos ou recebe queixas de familiares sobre o tempo que passa conectado

• Prejuízo no desempenho ou na produtividade no trabalho devido aos jogos

• Fica irritado quando alguém atrapalha enquanto está jogando

• Tenta reduzir a quantidade de tempo conectado e não consegue

• Fica deprimido e nervoso quando não está jogando e isso desaparece quando volta a estar ligado.

Hoje em dia reconhecemos o Transtorno De Dependência à Internet e o Vício Eletrônico, que são transtornos psiquiátricos com a prevalência crescente. 

Por outro lado, esses aparelhos eletrônicos emitem um espectro de luz azul, que inibe a liberação de melatonina, que é um hormônio importante na indução do sono. 

Não há definição precisa sobre um limite seguro de horas para a utilização diária do computador. Alguns autores descrevem que o uso acima de duas horas por dia após o horário escolar pode ter impacto no sono de adolescentes e é recomendável que se evite o uso de computador, tabletes, celulares e outros aparelhos duas horas antes de dormir.

Outra alternativa que diminui o risco para o prejuízo do sono é o uso de filtros de luz azul nas telas ou diretamente no aparelho. Nesta situação, é minimizado o impacto da iluminação da tela na liberação da melatonina.

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Dependência de cocaína

Dependência de cocaína

21 de julho de 2020 Gratular

Depois do cannabis, a cocaína é a substância ilegal mais consumido em nível mundial. Estima-se que entre 1 e 3% das pessoas no mundo desenvolvido tenham experimentado a cocaína em algum momento da sua vida e é responsável direta por milhares de mortes a cada ano.


Essa euforia inicial em relação ao uso da cocaína provocou uma epidemia no uso nos Estados Unidos no início do século XX, levando a sua proibição em 1914, como uma forma de controle ao uso desenfreado. Essa medida foi adotada pela maioria dos países ocidentais no início do século XX, sendo proibida no Brasil em 1921, tendo seu uso diminuído consideravelmente nesse período, retornando ao foco somente no fim da década de 1970.


A epidemia que se iniciou no fim da década de 1970 atingiu seu pico em meados de 1980. Em um primeiro momento, os usuários tinham um perfil elitizado, e a cocaína era uma droga de glamour, associado aos ambientes das grandes cidades ocidentais. Esse perfil foi gradativamente mudando, à medida que a produção da droga aumentava em grande quantidade pelos cartéis de traficantes sul-americanos, atingindo todas as camadas sociais e propiciando o aparecimento de formas mais baratas da droga, como o crack.

O uso mundial de cocaína é estimado em 18,2 milhões de pessoas – 0,4% da população global entre 15 e 64 anos.


Acredita-se que os efeitos psicológicos positivos da cocaína e seu potencial de abuso se devam a sua ação no sistema dopaminérgico, em específico no circuito de recompensa dopaminérgico na via mesocorticolímbica. A dependência de cocaína tem sido definida como uma doença do sistema de recompensa cerebral. Apesar de sua ação no sistema dopaminérgico ser mais importante, a cocaína também inibe transportadores de outros neurotransmissores, como norepinefrina e serotonina. Também tem múltiplas ações periféricas, sendo um potente anestésico local, com propriedades vasoconstritoras importantes.

O sucesso do tratamento da dependência de drogas depende de uma investigação ampla e da pesquisa da relação do indivíduo com a droga. A motivação para interromper o uso é outro aspecto importante na avaliação inicial, pois dela depende a construção do vínculo para início do tratamento ou o encaminhamento para serviço especializado. Diferentemente do que se acreditava, a motivação não é inflexível, podendo ser mobilizada por meio de algumas técnicas, como a entrevista motivacional, e, com isso, melhorar a adesão do indivíduo ao tratamento.

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Priorize o seu sono

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21 de julho de 2020 Gratular

Porquê o sono é importante?


Uma boa noite de sono faz a diferença, quando falamos em ganho muscular e recuperação de massa magra. Dormir faz com que o sistema glinfático limpe o lixo metabólico e proteínas de estresse oxidativo do nosso corpo, além de agentes inflamatórios. A cronobiologia é a ciência que estuda o ciclo circadiano, ou seja, estuda como atua o nosso corpo quando estamos dormindo e quando estamos acordados, e quando temos uma boa rotina de horas de sono à noite e vigília durante o dia, isso ajuda a regular o nosso sistema imunológico e hormonal.


A Higiene do sono nos ajuda a ter uma rotina de sono mais saudável:


-manutenção de horários regulares para dormir e acordar

-evitando cochilos diurnos. 

-Procurar ter um ambiente de sono adequado, sem ruídos, escuro e confortável, 

-evitar uso de álcool e nicotina 4-6h antes de domir

-Evite bebidas que contenham cafeína no período da noite

-jante moderadamente a noite

-evite dormir com fome

-vá pra cama somente na hora de dormir

– pratique atividades físicas e mentais regularmente

-exerça atividades repousantes e relaxantes 2h antes de dormir

-evite celular, televisão, computadores 2h antes de deitar-se

-caso não esteja conseguindo dormir por mais de 1h, não fique na cama.


Não é a toa que o Nobel de Medicina de 2017 foi para um trio de pesquisadores que isolou o gene que atua no ciclo circadiano, o nosso relógio biológico, que muda a temperatura e secreção de hormônios de acordo com o ambiente.


A cronobiologia é a ciência que estuda o ciclo circadiano, ou seja, estuda como atua o nosso corpo quando estamos dormindo e quando estamos acordados, e quando temos uma boa rotina de horas de sono à noite e vigília durante o dia, isso ajuda a regular o nosso sistema imunológico e hormonal.


Todo o organismo humano sofre influência do circuito claro-escuro. Nossa temperatura, nosso metabolismo, nossos hormônios e nosso sono reagem de acordo com essas mudanças. Portanto, desvendar esse mecanismo torna a medicina capaz de fazer intervenções em pessoas que possam ter disfunções nesse sistema. 


Quando esse mecanismo está desregulado temporariamente; em um “jet lag”, por exemplo, nossa saúde e nosso bem-estar são afetados.

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Dicas de como melhorar a saúde mental: Parte VIII

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21 de julho de 2020 Gratular

Faça terapia!


Pesquisadores da Finlândia, apresentaram importantes resultados acerca do uso de antidepressivos. Os dados apontam melhoras de longa duração quando a medicação é aliada ao tratamento psicológico.


O motivo disso é que o medicamento atua em questões que envolvem a plasticidade cerebral e isso facilita o trabalho do profissional de psicologia, capacitado para elaborar e aplicar uma intervenção em comportamentos que estejam acontecendo em déficit ou excesso.


Você sabia que é possível agir da mesma forma há anos e não saber explicar a motivação / causa / operações que mantém essa ação?


O processo terapêutico é um momento de autocuidado e que facilita esse trajeto de autoconhecimento. Através dele podemos compreender nossas ações, repensar nossas relações e desenvolver ferramentas de enfrentamento / superação. Bora fazer terapia!?


Texto: Camille Borges

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Dicas de como melhorar a saúde mental: Parte VII

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21 de julho de 2020 Gratular

Faça trabalho voluntário.

Em geral, ajudar os outros é a maior motivação para quem realiza trabalho voluntário. O que poucos sabem é que a prática também melhora a vida de quem se dedica a fazer o bem.  

Em estudo recente, participantes passaram por uma avaliação emocional (com uso de ressonância magnética funcional) para avaliar a ativação de áreas específicas do cérebro ao fornecer apoio social. Independentemente de quem ajudaram, as atitudes positivas foram relacionadas ao aumento da ativação do estriado ventral e da área septal, regiões anteriormente ligadas a comportamentos de cuidado parental em animais.

No entanto, a área septal ficou mais ativa quando as pessoas forneciam o apoio direcionado a alguém, resultando em uma redução na atividade da amígdala, que tem relação com o sentimento de medo e estresse. 

Mais uma vez, aqueles que relataram dar apoio mais direcionado aos outros também apresentaram uma redução na atividade na amígdala. Em ambos os casos, dar suporte não direcionado (como doação para caridade) não se relacionou à redução das atividades da amígdala. “Os seres humanos aproveitam as conexões sociais e se beneficiam quando agem a serviço do bem-estar dos outros”, segundo os autores.

Um estudo anterior, também publicado na Psychosomatic Medicine, afirmou que dar suporte social tem efeitos positivos nas áreas do cérebro envolvidas em respostas ao estresse e à recompensa. Esse estudo sugeriu que fornecer apoio — não apenas recebê-lo — pode trazer benefícios à saúde física e mental.

Uma pesquisa da Universidade de Harvard publicada recentemente, mostra que voluntários são mais preocupados com a própria saúde e, portanto, fazem mais exames preventivos. As voluntárias, por exemplo, são 53% mais propensas a fazer mamografia do que não-voluntárias. Além disso, quando adoecem, voluntários em geral passam 38% menos tempo em hospitais que o resto da população.

Os cientistas sugeriram que o voluntariado diminui o estresse, o que melhora as condições de vida de quem o faz; ao se expor a diferentes pessoas, com variados problemas, cresce a consciência da necessidade de se cuidar; surge um objetivo de vida maior, o que aumenta a sensação de bem-estar.

Todos os pesquisadores afirmam que apenas ser voluntário não basta para melhorar a saúde. Para eles, no entanto, a prática ajuda -e muito- a melhorar a autoestima, a adquirir (ou aumentar) consciência social e a fortalecer laços sociais. E esses fatores, somados, ajudam a melhorar os indicadores individuais. 

Para os estudiosos, da mesma forma que aconselham pacientes a não fumar para prolongar sua vida, os médicos deveriam prescrever atividades voluntárias. Além disso, sugerem que governos e planos de saúde estimulem o voluntariado, pois isto ajudaria a diminuir os custos e a lentidão do atendimento do sistema.

“Se programas de fortalecimento de voluntariado forem bem projetados, podem ao mesmo tempo fortalecer a sociedade, a saúde e qualidade de vida de um grande segmento de pessoas”, concluem Eric Kim e Sara Konrath, de Harvard.

Voluntariar-se faz bem para a saúde, revela uma grande revisão sistemática coordenada pela Escola de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido. O estudo publicado na revista “BMC Public Health” mostra que eles vivem mais tempo, com uma mortalidade 20-30% menor se comparado aos não voluntários. Eles também têm menos índices de depressão, maior satisfação com a vida e bem-estar.

A estimativa de voluntários é de 22,5% na Europa, 36% na Austrália e 27% nos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa. Estes indivíduos geralmente citam motivos altruístas para o hábito. A atividade também é citada como possibilidade de experiência de trabalho ou para aumentar o ciclo social.

Embora as pessoas sejam mais propensas a se voluntariar por razões altruístas, se elas não sentem que estão “ganhando algo em outra”, então o impacto positivo do voluntariado na qualidade de vida é limitado. Voluntariar-se demais, e transformar o hábito numa obrigação, também pode provocar problemas.

Em 2010, o governo britânico lançou o programa “Construindo uma Grande Sociedade”, que incentivava ações sustentáveis e de baixo custo, como o voluntariado. Esta atividade também foi defendida pelas Nações Unidas e por governos europeus e pelo americano como uma forma de se engajar em comunidades locais. Eles defendiam os benefícios para a saúde e a possibilidade de diminuir as desigualdades sociais.

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Dica de como melhorar a saúde mental: Parte VI

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21 de julho de 2020 Gratular

A natureza faz bem à saúde. Assim apontam pesquisas ligadas ao conceito de biofilia: essa teoria defende que, ao longo da evolução humana, fomos programados para amar tudo o que é vivo, ao invés de objetos e seres inanimados.

Passamos 99,99% de nossos cinco milhões de anos de evolução como primatas em meio à natureza. Somos, portanto, essencialmente conectados a ela. Cientistas de diversos países perceberam que, ao entrar em contato com o verde, o corpo reage de forma sutil, diminuindo a pressão arterial e melhorando a imunidade.

Nessa perspectiva da biofilia, prega-se a construção de mais áreas verdes em hospitais para melhorar a evolução da doença e até mesmo o contato com a natureza como uma forma de medicina preventiva, no sentido de prevenir o adoecimento. Com o tempo, surgiram análises também em escritórios, escolas e apartamentos trazendo melhora da saúde mental nesses espaços com pequenas mudanças, como povoar varandas, mesas e paredes com flores e plantas, suficientes para sentir a diferença na saúde física e mental.

Pesquisadores japoneses descobriram que após o segundo dia de andanças numa floresta local, um determinado tipo de glóbulos brancos, as células de defesa do organismo, teve um aumento de 56% nos indivíduos, que se manteve elevado, mesmo um mês após o retorno à rotina urbana. Por causa disso, desde 2005, no Japão, há diversos locais onde se pode praticar a “Terapia de floresta”, uma caminhada por áreas verdes com potencial de curar o estresse.

Estudiosos compararam os efeitos de caminhadas em ambientes urbanos e naturais, observando melhora na imunidade, pressão arterial e indicador de estresse quando se caminhava na natureza.

Há também estudos que demonstram os benefícios de se viver perto da natureza. Inclusive mentais: pessoas que vivem próximas da natureza teriam 21% menos chances de desenvolver depressão, segundo pesquisadores de Amsterdã.

A dúvida se o nosso gosto pela natureza é cultural ou genético permanece. Existem quatro possíveis causas:

-estar na natureza normalmente é relacionado a atividades físicas;

-atividades na natureza muitas vezes estimulam a socialização;

-a natureza oferece uma oportunidade de fuga temporária da rotina e suas exigências.

– será que há mais vantagens do contato com a natureza que não as questões sociais e físicas a elas associadas?

Algumas pesquisas sugerem que não é a natureza que é tão boa, mas o ambiente urbano que é ruim. Os governos poderiam adotar políticas de forma a definir que porcentagem de área verde cada bairro deveria ter.

A natureza falsa, ou simulada, também surte efeitos de melhora na saúde. Diversas pesquisas mostram que, entre olhar uma planta de plástico bem feita e um verdadeiro espécime da natureza, não há tanta diferença assim. Ao mesmo tempo, caminhar virtualmente por florestas digitais como num videogame pode trazer grandes benefícios a quem está confinado em um ambiente estéril.

Estudiosos noruegueses perceberam que os níveis de estresse de pessoas que esperavam em uma sala para doar sangue eram mais baixos quando a televisão mostrava imagens de ambientes naturais do que no momento em que figuras de cidades apareciam.

Concluíram que, por mais que haja indícios da eficiência da exposição à natureza virtual, a realidade é sempre preferível.

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Dica de como melhorar a saúde mental: Parte V

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21 de julho de 2020 Gratular

Exerça a sua espiritualidade

A espiritualidade pode ser definida como uma “propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio”. A espiritualidade pode ou não estar ligada a uma vivência religiosa. Traduz o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Cada doutrina religiosa comporta uma dimensão específica a esta descrição geral; mas, no aspecto religioso, pode-se traduzir a espiritualidade como uma ‘dimensão do homem’, como ser naturalmente religioso.

Nossa principal causa de infelicidade nunca é o que acontece de verdade, mas os nossos pensamentos por trás disso. Portanto, qualquer exercício que possa nos ajudar a monitorar conscientemente e melhorar nossos pensamentos pode funcionar como uma forma eficaz de alívio de estresse e pode, finalmente, mudar a forma como o corpo humano e o cérebro funcionam como uma unidade!

Com relação à espiritualidade, “orar” pode ser percebido como qualquer atividade mental que inclui: orações tradicionais (praticadas por pessoas de fé religiosa), meditação (técnicas de respiração, contemplação e yoga), e/ou pensamento positivo focado. Estas práticas naturalmente trazem o corpo e a mente em um estado harmonioso de gratidão.

Quando cultivamos o estado de gratidão, começamos a ver que temos mais, em vez de

menos. O uso de exames neurológicos de imagem para monitorar a atividade cerebral (em termos de fluxo sanguíneo) em indivíduos que se envolvem na prática da oração demonstrou mudanças específicas nos lóbulos parietal e frontal (entre outras estruturas adicionais), demonstrando que essa prática promove a oxigenação de tecidos cerebrais associados a sensação de bem estar e saúde mental.

O lóbulo parietal é importante para o acerto de reconhecimento espacial e auto-consciência física. As respostas neste lóbulo dão um sentido de autoconhecimento, que nos diferenciam de outras pessoas e das coisas no mundo. Durante a oração, quando um indivíduo pode experimentar uma profunda sensação de unidade, a atividade nesta área diminui! Isto pode permitir um sentimento de interconexão de todas as coisas para permear a experiência do indivíduo. O lóbulo frontal, que é normalmente ativado durante a atenção, plano, razão, leitura ou falar também diminui a sua atividade. Acredita-se que atividade diminuída nesta região permite a um indivíduo “desligar sua mente” para se render à experiência da oração. Isso pode desempenhar um papel em permitir que o indivíduo desanexar de ser orientado no passado ou futuro e permitir que eles se tornem inteiramente presentes!

Estudos indicam que a espiritualidade traz proteção melhorando o prognostico de diversos transtornos mentais, tanto prevenindo que se adoeça, quanto melhorando a evolução da doença mental, e isso foi relacionado à depressão, ansiedade, bipolaridade, dependência química, suicídio, dentre outros.

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Dicas de como melhorar a saúde mental: Parte IV

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21 de julho de 2020 Gratular

Seguindo a série sobre dicas de saúde mental…


Conheça Mindfullness


A falta de atenção no momento presente é algo constante na nossa rotina. Dificilmente estamos 100% atentos às tarefas que estamos executando ou ao que alguém está falando. Pesquisadores da Universidade de Harvard, em estudo recente, nossa mente está dispersa e distraída em pensamentos durante praticamente 47% do tempo. É como se metade da vida estivéssemos pensando no passado e no futuro, esquecendo de viver o presente.


Essa desatenção provoca diversos outros sintomas e problemas relacionados ao bem-estar, como ansiedade e o estresse, além de prejudicar a nossa felicidade com as conquistas e momentos presentes.


O Mindfulness significa “estado mental alcançado quando se foca a consciência no momento presente, enquanto calmamente se reconhece e aceita seus sentimentos, pensamentos e sensações corporais”. Ou seja, é deixar de lado as distrações, pensamentos externos e sentimentos anteriores, para intencionalmente sentir, ouvir, viver plenamente a situação presente.


Praticar o Mindfulness é intencional, pois é preciso disciplina para se alcançar os resultados. Também é conhecido como a Psicologia da Atenção Plena, em que o psicólogo trabalha a disciplina da mente com o objetivo de aumentar o foco.


QUAIS OS BENEFÍCIOS DO MINDFULNESS?


Ajuda a desenvolver a inteligência emocional e a empatia;

Aprofunda o seu autoconhecimento;

Aumenta a sua capacidade de concentração;

Contribui para o controle do estresse e da ansiedade;

Reduz os riscos de insônia;

Melhora os seus relacionamentos pessoais;

Reduz o envelhecimento do cérebro;

Aumenta a sua capacidade de memória;

Diminui o impacto de pensamentos negativos;

Incentiva a sua criatividade.

Kabat-Zinn é um médico e professor americano, fundador da Stress Reduction Clinic, em Massachusetts, e um dos pioneiros no desenvolvimento de pesquisas para a experimentação da meditação Mindfulness. A importância de falarmos sobre Kabat-Zinn, além da sua referência como especialista no assunto, é que muitas pessoas têm preconceito com o Mindfulness por acreditarem – erroneamente – que a técnica é associada a religião, como o Budismo.


Kabat-Zinn e outros estudiosos, buscam compreender a técnica e não apresentam o Mindfulness como uma meditação comum de práticas religiosas, mas sim de prevenção e redução do estresse

Todos esses aspectos podem ser aplicados na vida pessoal e profissional, por isso a técnica de mindfulness é tão disseminada entre profissionais e estudantes.

Quando praticamos Mindfullness, estamos exercitando a arte de criar um espaço para nós mesmos, espaço para pensar, respirar, espaço entre nós mesmos e as nossas reações.

Como começar a praticar o mindfullness:

-Sente-se em algum lugar calmo e silencioso para você.

-Ponha um tempo limite para a atividade. Se está começando, pode ajudar começar, com períodos curtos, como 5 a 10 minutos.

– perceba o seu corpo. Voce pode escolher uma posição confortável para você, assegurando-se de estar em posição estável na qual pode se manter por um tempo mais extenso.

-Sinta a sua respiração, e siga a sensação quando inspira e quando expira.

– Perceba se estiver distraído. Quando você se nota com um pensamento vago, mesmo quepor alguns segundos ou minutos, simplesmente retorne a atenção plena à sua respiração.

– Seja gentil consigo mesmo, se estiver distraído. Não se culpe ou fique obcecado em conter os seus pensamentos vagos. Apenas retorne ao exercício.

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