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Personalidade: o que é

Personalidade: o que é

21 de julho de 2020 Gratular

Isabelle Cacau de Alencar

Personalidade é um termo muito utilizado no cotidiano, como sinônimo de caráter, modo de agir. Sendoassociado a um traço forte ou difícil na conduta das pessoas ao nosso redor e na nossa própria. O termo em questão é também consagrado no campo da psicologia e áreas afins, utilizado para explicar por quais razões fazemos o que fazemos e, por vezes, para explicar os desvios no modo de agir habitual.

Uma das abordagens renomadas na psicologia é a Análise do Comportamento. Essa abordagem propõe que o comportamento, de todos os indivíduos, apresenta alguns padrões mais regulares, que nos permitem com frequência atribuir adjetivos as pessoas que mais convivem conosco, como: agitado, sério, simpático, tímido, gentil, etc.

Contudo, se buscamos saber mais sobre esses padrões de comportamento, precisamos entender como são desenvolvidos, para isso, a teoria da Análise do Comportamento propõe que a personalidade é selecionada em três níveis, são eles:

Primeiro nível: Aspectos herdados da personalidade

Esse nível se refere aos aspectos mais inatos da personalidade. Todos nós apresentamos alguns padrões fixos de reação a eventos do ambiente, estes aspectosgarantiram sobrevivência de indivíduos em relação a um ambiente minimamente estável através do tempo. Assim, somos mais sensíveis a estímulos do ambiente que possam atuar relacionados aos órgãos dos sentidos, assim comoestímulos de pouca ou baixa intensidade, que podem ser facilmente superados, são tidos como menos relevantes. Dessa forma, somos mais sensíveis a alguns aspectos do contexto que nos cerca e menos sensíveis a outros, e essa intensidade com a qual os estímulos que nos cercam nos afetam é herdada a por meio de aspectos neurais e psicológicos que nos constituem.

É claro que a forma como interagimos com o mundo ao longo da nossa vida, pode favorecer a inibição ou o fortalecimento de algum estímulo, mas a herança genética tem parte relevante nessa responsabilidade.

Segundo nível: Aspectos aprendidos ao longo da nossa história

É importante considerar que a forma como nos comportamos em cada contexto tem uma perspectiva funcionalista, assim, tendemos a nos comportar com maior frequência do modo como aprendemos que produzimos as melhores consequências, e essa aprendizagem se dá ao longo da vida. Estamos todo o tempo nos relacionando com o mundo a nossa volta e produzindo mudanças, aqueles comportamentos que produzem mais bem-estar, são ditos mais funcionais.

Quando falamos de personalidade, falamos de um conjunto de ações, por exemplo: se José briga no transito, tem baixa tolerância, fala em um tom mais alto, parece mais agitado, pode ser conhecido como “estressado” ou “nervoso” em virtude desse conjunto de ações emitidas em contextos semelhantes, no qual essa é a forma que ele aprendeu a interagir. Assim, quando dizemos que a irritação de José é algo intrínseco à personalidade, estamos dizendo, em outras palavras, que em situações como essa, a forma mais funcional de agir que José aprendeu ao longo de sua vida é a forma descrita acima.

Terceiro vel: Aspectos Verbais

Já avaliamos como diferentes níveis influenciam o nosso comportamento e dão origem a diferentes aspectos que constroem características que chamamos de personalidade, o primeiro nível proporciona a constituição do individuo com suas características anatômicas e genéticas; o segundo nível constitui a pessoa, a partir de suas experiencias, sua história de vidano terceiro nível, é relevante considerar a influencia da cultura e das relações sociais.

O conjunto de relações sociais e culturais entrelaçadas é de grande relevância para a construção do que chamamos de personalidade, pois muito do que percebemos de nós mesmos passa pela percepção do outro sobre nós. A personalidade resulta de uma construção cultural, que perpassa os costumes, valores e regras da sociedade em que estamos inseridos, dos grupos sociais com que nos relacionamos e do contexto social no qual estamos nos comportando.

Dessa forma, para a Análise do Comportamento, esses três níveis são igualmente importantes e relevantes para a compreensão do nosso padrão comportamental, conhecido também como personalidade.

Referencias:

Andery, MA. O modelo de seleção pelas consequências e a subjetividade. In: Banaco, RA (org.)Sobre comportamento e cognição. Santo André, Arbytes, v.1, pp 199-208, 1997.

Banaco, RA, Vermes, JS, et al. Personalidade. In: Hubner, MMC, Moreira, MB (org.). Temas clássicos da psicologia sob a ótica da análise do comportamento. Rio de Janeiro, Gen, pp 144-153, 2012.

Skinner, BF. Ciencia e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 2003. (Publicado originalmente em 1953.)

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Temperamento: o que é

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21 de julho de 2020 Gratular

Hipócrates, em 400 a.C. definiu o temperamento com as principais características da personalidade:

  • Colérico: opositivo, irritável, territorial, idealista, passional, ambicioso;
  • Melancólico: desanimado, cuidadoso, azedo, ponderado, perfeccionista, insone;
  • Fleumático: calmo, racional, frio, receptivo, observador;
  • Sanguíneo: corajoso, criativo, otimista, afetivo, extrovertido e distraído.
  • O temperamento tem uma base biológica forte e já pode ser observado desde os primeiros anos de vida;
  • A predisposição temperamental é relativamente estável aí longo da vida, mas sofre influências do meio;
  • O temperamento é considerado um atributo bidirecional, pois a natureza emocional influencia o comportamento, que, pode sua vez, gera determinados tipos de reação do meio em relação ao indivíduo, em um ciclo constante;
  • O temperamento é algo maleável pelo entendimento das próprias características emocionais, ou seja, não somos totalmente “escravos” do nosso temperamento;
  • O temperamento serve como alicerce para o desenvolvimento da personalidade, mas não é o seu sinônimo.

De acordo com essa doutrina, o corpo tinha a capacidade de equilibrar esses quatro humores e cabia à terapia fazer esse processo.

A noção corrente de temperamento gira em torno do jeito de ser de cada um ou da sua natureza emocional, que é difícil de ser modificada. Cada vez mais se pensa o temperamento como um na disposição geral que envolve a base emocional, mas também os traços cognitivos e as caracteristicas comportamentais. Apesar de haver conceitos em tanto diferentes entre os estudiosos da área, há consenso em relação a algumas premissas:

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Saúde mental na menopausa e climatério.

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21 de julho de 2020 Gratular

A vida nos convoca a resinificarmos nossas formas de ser e viver através das mudanças associadas aos eventos de vida e ao processo de envelhecimento. Estamos todos envelhecendo, é uma condição sine qua non para a vida, inevitável e natural. No entanto, mudanças diárias inerentes a essa condição, muitas vezes, passam despercebidas. Contudo, existem eventos ocasionados pelo envelhecimento que são perpassados por marcos biológicos e sociais, como é o caso da menopausa e do climatério.

Menopausa é o termo utilizado para se referir ao fim da fase reprodutiva da mulher, já o climatério, designa o período posterior ao fim dessa fase. No climatério, diversas mudanças físicas e emocionais acontecem devido ao desequilíbrio na produção de hormônios femininos pelos ovários.  Muitos sintomas podem surgir, variando de intensidade conforme a conjuntura de cada mulher.

Nesse contexto, é comum a identificação de alterações de humor (nervosismo, tristeza profunda, irritabilidade), sintomas que alteram não apenas a dimensão íntima da paciente, mas também a dinâmica de suas relações sociais (família, trabalho etc). A sintomatologia é comumente confundida com quadros psicopatológicos de depressão e ansiedade; sendo fonte de significativa angústia e conflitos para a própria mulher. É frequente o caso de pacientes que se isolam diante de tais mudanças que podem ser difíceis de administrar: a vergonha dos sintomas, medo de julgamento, peso do estigma etc. Esse isolamento tende a agravar o caso e dificultar o processo de resinificação.

É importante, contudo, buscar o acompanhamento e suporte de profissionais especializados a fim de trabalhar a situação não somente com o paciente, mas também com a família. O olhar do profissional é importante para que diagnósticos não sejam feitos de forma inapropriada e a melhor terapêutica seja escolhida.

Climatério não é sinônimo de depressão e ansiedade, mas pode se configurar como um terreno fértil para o surgimento de diversas formas de adoecimento psíquico. A menopausa e o climatério podem surgir para a paciente como um processo de luto diante das mudanças atreladas a essa condição e, assim, demandam tempo e suporte para elaboração.

Por psicóloga Fernanda Marinho

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Violência contra a mulher: precisamos falar sobre isso.

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21 de julho de 2020 Gratular

A violência afeta mulheres de todas as classes sociais, etnias e regiões brasileiras. Atualmente a violência contra as mulheres é entendida não como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno estrutural, de responsabilidade da sociedade como um todo.

Apesar de os números relacionados à violência contra as mulheres no Brasil serem alarmantes, muitos avanços foram alcançados em termos de legislação, sendo a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) considerada pela ONU uma das três leis mais avançadas de enfrentamento à violência contra as mulheres do mundo.

A Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, mais conhecida como Convenção de Belém do Pará, define violência contra a mulher como “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada” (Capítulo I, Artigo 1°).

A Lei Maria da Penha apresenta mais duas formas de violência – moral e patrimonial -, que, somadas às violências física, sexual e psicológica, totalizam as cinco formas de violência doméstica e familiar, conforme definidas em seu Artigo 7°.

Em 2012, o Supremo Tribunal Federal decidiu que qualquer pessoa, não apenas a vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor. Denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180.

Em 2015, a Lei 13.104 (Lei nº 13.104, de 2015) altera o Código Penal para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. O feminicídio, então, passa a ser entendido como homicídio qualificado contra as mulheres “por razões da condição de sexo feminino”.

Muitas mulheres ainda sofrem violência no Brasil

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz alguns dados inéditos acerca da violência contra a mulher, demonstrando que as mulheres tendem a sofrer violência de pessoa conhecida.

No Brasil, a proporção de mulheres de 18 anos ou mais de idade que sofreram alguma violência ou agressão de pessoa conhecida nos 12 meses anteriores à data da entrevista foi de 3,1%, enquanto, entre os homens, a proporção foi de 1,8%. Já a proporção de pessoas que sofreram alguma agressão ou violência de pessoa desconhecida foi maior entre os homens que entre as mulheres.

Conforme aponta a pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2015, realizada pelo Instituto DataSenado, do Senado Federal, quase uma em cada cinco mulheres já foi vítima de algum tipo de violência doméstica.

O tipo de violência sofridas

Na pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2015, sexta da série histórica realizada pelo Instituto DataSenado, as agressões físicas e psicológicas foram majoritárias entre as mulheres que declararam ter sido vítima de violência – sete em cada dez mulheres sofreram agressão física;  48%, quase metade, sofreram agressão psicológica. A violência sexual ainda atinge uma em cada dez brasileiras.

A frequência da violência 

Balanço 2015 da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, aponta que, dentre as denúncias de violência recebidas em 2015, em 3/4 dos casos, a violência é cometida diária ou semanalmente. O Balanço informa, ainda, que, dentre as mulheres atendidas em razão de violência, 3 em cada 10 sofriam violência por um período superior a 5 anos.

A reação das mulheres à violência

A pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2015, realizada pelo Instituto DataSenado, do Senado Federal, apontou que cerca de 2 em cada 10 mulheres agredidas não tomou qualquer atitude com relação à agressão sofrida, pelos seguintes motivos:

  • preocupação com a criação dos filhos (24%);
  • por medo de vingança por parte do agressor (21%);
  • por acreditar que aquela seria a última agressão (16%).

Além disso, verificou-se que 10% das mulheres agredidas não acreditavam que o agressor seria punido e que 7% das vítimas se sentiam envergonhadas pela agressão sofrida.

A violência letal contra as mulheres

De acordo com o Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, enquanto, em 2003, foram registrados 3.937 homicídios de mulheres, no ano de 2013 esse número chegou a 4.762, representando um aumento de 21% na década.

O ano de 2013 apresentou uma alarmante taxa nacional de 4,8 assassinatos por 100 mil mulheres.

Esse retrato ganha ainda mais relevância, ao se levar em consideração que apenas 7 estados da Federação apresentaram, em 2013, taxa de homicídios de mulheres inferior à taxa nacional: São Paulo; Piauí; Santa Catarina; Rio Grande do Sul; Maranhão; Minas Gerais; e Rio de Janeiro.

Por outro lado, estados como Roraima, Espírito Santo, Goiás, Alagoas e Acre, apresentaram taxas de homicídios de mulheres muito superiores à taxa nacional.

A Cultura Machista como Causa

Sistema de Indicadores de Percepção Social – SIPS, do IPEA, em edição sobre tolerância social à violência contra as mulheres traz dados surpreendentes, como, por exemplo, o fato de que mais de 6 em cada 10 pessoas concordam parcial ou totalmente com a afirmação “Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar”.

Além disso, mais da metade dos/as entrevistados/as concordaram parcial ou totalmente com a afirmação “Se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”.

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Saúde mental na gestação e pós-parto

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21 de julho de 2020 Gratular

A maternidade proporciona muitas mudanças na vida da mulher, sendo a gravidez e o puerpério fases que precisam ser avaliadas com atenção especial, por envolver inúmeras transformações biológicas, físicas, sociais, psíquicas e com isso toda uma carga emocional frente a esse novo, a esse bebê, a essa nova mudança de vida que podem refletir diretamente na saúde emocional dessa mulher. 

A gravidez leva a mulher a uma readaptação dos mecanismos corporais como também a uma readaptação psicológica. O sonho de ser mãe, o significado de mãe na vida da gestante e a disponibilidade em assumir esse novo papel tomarão conta de grande parte do tempo da gestação. Os nove meses de gestação é um tempo para que ocorra uma transformação importante na vida da mulher, diante das responsabilidades que ela irá assumir perante aquele bebê. 

No puerpério ocorrem novas transformações. O nascimento do filho implica mudanças na vida de ambos os pais. O ajustamento dos pais, ao novo papel de cada um, começa imediatamente após o parto. Afinal de contas, ninguém nasce sabendo ser pai e mãe, é uma construção, que possibilita uma oportunidade de um autoconhecimento, no qual ambos os pais podem se deparar com atitudes e potenciais que não sabiam que tinham. A parentalidade é um processo maturativo, é um desenvolvimento, que permite a dois adultos responder as necessidades físicas, afetivas e psíquicas dos seus filhos, construindo os laços de aliança e filiação. Nessa construção, é necessário tempo inclusive para construção do amor materno, que também é um amor construído na relação, que precisa de investimento. 

Assim, a gravidez e o puerpério são experiências de dualidade, onde existem sentimentos de satisfação, felicidade, mas também há espaço para inseguranças, dúvidas e medos diante desse novo papel. Por estas razões, o processo psicoterapêutico é um momento de autocuidado, que facilita o autoconhecimento e possibilita levar a mulher-mãe ao equilíbrio emocional, a compreensão e conscientização do exercício da maternidade real e suas implicações. 


Por psicóloga Caroline Vasconcelos

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Bulimia Nervosa: como ocorre?

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21 de julho de 2020 Gratular

A Bulimina Nervosa é um transtorno alimentar com prevalência entre jovens mulheres de 1 a 1,5%, com tendencia a aumento da prevalência na fase adulta. É dez vezes mais prevalente em mulheres do que em homens.

Quando ocorre?

Ocorre quando há episódios recorrentes de compulsão alimentar, comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes para impedir o ganho de peso, e auto-imagem e autoavaliação indevidamente influenciada pela forma e peso corporais. Os comportamentos inapropriados devem estar presentes por, no mínimo, uma vez por semana, por 3 meses.

Um episódio de compulsão alimentar é definido como a ingestão, em um período de tempo determinado, de uma qualidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas comeria em circunstancias semelhantes.

Um comportamento compensatório, como vômitos induzidos, uso de xaropes para induzir vômitos, uso de laxantes e diuréticos, uso de hormônios tireoidianas e metformina, também pode incluir jejum prolongado por dias ou prática excessiva de atividades físicas na tentativa de impedir o ganho de peso.

Existe um prejuízo na autoimagem, com medo de ganhar peso, desejo de perder peso, e nível alto de insatisfação com o próprio corpo.

O curso da doença está associado a diversas complicaçoes clínicas, como irregularidade menstrual, mais raras, são laceração de esôfago e dependencia de laxantes para induzir movimentos intestinais.

Portadores do transtorno tem risco maior de morrer por várias causas e inclusive por suicídio.

O tratamento deve ser multidisciplinar, com acompanhamento nutricional, psicológico e psiquiátrico, de preferência, com profissionais especialistas na área.

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Fibromialgia, uma síndrome dolorosa silenciosa

Fibromialgia, uma síndrome dolorosa silenciosa

21 de julho de 2020 Gratular

Frida Kahlo apresentava fibromialgia e recentemente Lady Gaga afirmou também sofrer com a doença.

A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa, caracterizada pela presença de pontos dolorosos no corpo, sem que sejam justificados por achados clínicos. Possui sintomas de dor muscular generalizada, rigidez, fadiga e sono não restaurador. A dor é localizada como um fenômeno psicossomático, sem que haja mediação simbólica, constituindo um enigma.  Respostas do tipo: ‘você não tem nada”, permite que a paciente procure palavras para dizer sua dor e seu desejo, mas existem aquelas que buscam dar um nome ao seu fantasma e submetem-se a intervenções, muitas vezes, desnecessárias, que visam buscar uma realidade material daquilo que não foi dito.

A fibromialgia é considerada outra forma de sofrer no feminino, na qual o sofrimento provocado pelo trauma não é idêntico à dor que o acompanha, trata-se de algo que ficou isolado dentro do próprio sujeito, um sofrimento de difícil localização, como a ansiedade, o luto e a dor de existir da melancolia.

A dor marca o limite entre ela e o Outro, entre o corpo e a psique. O limite do eu atravessado por um excesso. Para a paciente com Fibromialgia, a dor é uma sombra que a acompanha, é um recurso, uma possibilidade de manter a unidade corporal. A dor física, o sintoma, como uma formação de compromisso com a dor psíquica.

A escuta da dor crônica na situação analítica, permite a passagem da dor à construção do sofrimento, para que a dor possa mover-se transformando o gemido em palavras, trazendo para a linguagem o que foi guardado, o que não pode ser dito ou mesmo o indizível, que faz o corpo gritar de Dor!

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A ciência do feminismo

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21 de julho de 2020 Gratular

O feminismo pode estar na iminência de ser aceitável,  contudo ainda é visto com ressalvas pela ciência. O pensamento comum é que o feminismo está muito bem inserido nos estudos de gênero, portanto deve ser mantido com distância pela ciência, mesmo listados as referências políticas sobre como as mulheres, os homens e o mundo devem lidar com a distorção das evidências científicas com o que realmente acontece, é o que garantem pesquisadores da The Lancet.

Enquanto no final do século 19, as primeiras feministas lutaram pelo acesso completo à educação superior, aí médicos do sexo masculino distintos afirmavam

que as mulheres estudarem em idade reprodutiva iria ser muito difícil, já que 

o desvio de energia do complexo sistema reprodutivo feminino para o cérebro levaria a uma distorção da personagem feminina adequada, saúde pobre, infertilidade, loucura,

e até mesmo a morte. Em resposta, médicas indicaram a surpreendente capacidade das mulheres de, ao mesmo tempo,menstruarem, obterem um diploma universitário e permanecerem vivas.

E foi, é claro, o cérebro das mulheres, considerado pelos neurocientistas pequeno comparado ao masculino e inadequado para trazer grandes contribuições intelectuais para a ciência que trouxe essa bolha de consenso, que levou a 4 temas estudados na ciência feminista:

  1. O tamanho menor do cérebro feminino não garante superioridade de inteligência, combatendo os esteriótipos, inclusive de que as mulheres são mais emocionais e por isso sofrem mais de depressão e ansiedade
  2. Combater a ideia de enfermidade da menstruação e a ideia de que o corpo feminino não é saudável, colocando-o, durante muitos anos, à margem dos estudos científicos.
  3. cuidadosa atenção para reivindicações de diferenças categóricas entre os sexos, supostamente imutáveis e enraizados na biologia. Por exemplo, a questão de saber se os conceitos do “cérebro masculino” e o “cérebro feminino” devem ser mantidos está sob desafio. Os dados em animais mostram que os efeitos de sexo no cérebro, enquanto real e importante para estudar, não são nem binários nem polarizados. 
  4. Trazer a importância do ponto de vista, e, portanto, da diversidade para a ciência. O argumento da ciência feminista não é que há um caminho “feminino” único, universal, ou superior de pensar ou fazer ciência.

É que tanto a ciência e a sociedade se beneficiam quando a comunidade científica inclui perspectivas sociais e políticas que foram historicamente excluídas.

Supor que as experiências, crenças e perspectivas sociopolíticas de um cientista não têm a impacto nos temas que ele escolhe para investigar, ao lançar hipóteses que vêm à mente, é escolher ignorar o que a filosofia da ciência nos diz sobre como a ciência funciona.

“Igualdade de gênero não é questão de justiça e direitos, mas é crucial para promovermos melhora da pesquisa científica, trazendo benefício no cuidado aos pacientes. Se os caminhos da ciência, medicina e saúde global têm esperança em melhorar a vida do ser humano, eles precisam ser representativos às sociedades que servem. A luta pela igualdade/equidade de gênero é responsabilidade de todos, o que significa que o feminismo também é para todos, homens e mulheres, pesquisadores, clínicos, líderes de instituições e até revistas médicas” The Lancet

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Cafeína faz mal?

Cafeína faz mal?

21 de julho de 2020 Gratular

A cafeína é a substância psicoativa mais consumida no mundo. Cerca de 80% da população mundial consome café diariamente. É amplamente consumida por indivíduos de todas as idades, estando presente no café, os refrigerantes, chocolates e alguns chás, como chá verde ou chá preto, além de bebidas energéticas e e preparados termogênicos ou chamados “pré-treino”, associados à taurina.

Pertence à classe dos estimulantes do Sistema nervoso Central (SNC), com propriedade de aumentar a atividade tanto do SNC, quanto no Sistema Nervoso Autonômico (SNA).

Há anos se discute se ela tem efeitos positivos à saúde ou se tem impacto adverso sobre ela.

O consumo excessivo de cafeína pode causar consequências negativas para a saúde, como agitação psicomotora, insônia, cefaleia, queixas gastrintestinais. A cafeína e seus metabólicos passam livremente pela placenta e atingem o feto. Por essa razão, gestantes devem limitar sua ingestão. Crianças e adolescentes também devem limitar o consumo diário de cafeína. Fumantes, em geral, consomem mais cafeína que não fumantes, da mesma forma que pessoas com doerás mentais crônicas tendem a consumir mais a substancia do que a população geral.

Nos últimos anos, o uso das chamadas bebidas energéticas (contendo cafeína e taurina, outra substancia estimulante) vem tendo maior aceitação, sobretudo no público jovem. E apesar de, no rótulo, a bebida advertir sobre o risco do uso concomitante com o álcool, tal prática é observada com frequência , em especial com whisky e vodka, no intuito de aumentar os efeitos expiatórios e diminuir o efeito depressor no SNC.  O consumo de bebidas destiladas aumentou entre pessoas que não bebiam, devido a melhora do sabor destas quando misturadas às bebidas energéticas. São bebidas bastante populares por suposta capacidade de combater a sonolência, aumentar a energia, manter a vigilância e reduzir sintomas de ressaca.

No entanto, a literatura recente sugere que essa combinação conduz os usuários a se sentirem menos intoxicados pelo álcool, diminuindo a percepção da quantidade de consumo.

Acredita-se que a quantidade de acidentes e morte se deva ao fato de essas bebidas reduzirem a diminuição da sensação de intoxicação alcoólica.

A cafeína age no SNC bloqueando os receptores de adenosina, diminuindo, assim, a ação sedativa desta. Também ativa vários outros neutotransmissorevs, em particular, a dopamina, reduzindo a sensação de fadiga, sonolência e cansaço. Apresenta ação vasodilatadora e diurética. Tal ação é amplamente utilizada pela indústria farmacêutica, na formulação de medicamentos para combate a enxaqueca e cefaleia.

A intoxicação produz ansiedade, insônia, nervosismo, tremores, agitação, taquicardia e alterações gastrointestinais.

A síndrome de abstinência da cafeína vem sendo descrita na literatura há mais de um século. Surge depois de 12 a 24horas da cessação do consumo. A cefaleia é o sintoma mais descrito e, em cerca de 50% dos casos,  é referida como de grave intensidade. Os sintomas podem incluir humor disfórico, aumenta da sensação de fadiga, dificuldade de concentração, dores musculares, piora do desempenho cognitivo, tremores, náuseas e vômitos.

A cafeína não parece ser prejudicial, na forma de café, quando são consumidas menos de duas xícaras pequenas de café ao dia, não levando à dependência, em longo prazo, mantendo doses moderadas, melhora a função cognitiva e previne AVCs.

Pessoas que manifestaram piora de patologias prévias com esse consumo ou que tiveram redução da efetividade medicamentosa no tratamento destas também são estimuladas a cessar a ingestão de cafeína.

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Dependência de nicotina

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21 de julho de 2020 Gratular

O tabagismo é considerado uma pandemia, sendo a maior causa de morte evitável do mundo. Mesmo com o avanço no conhecimento em relação aos malefícios do fumo, ainda em 2015, mais de 1,1 bilhão de pessoas fumam no mundo, sendo a prevalência muito maior em homens do que em mulheres.

A consequência do consumo dos produtos do tabaco é tão grave, que o número de mortes por doenças relacionadas ao tabaco ultrapassa 5 milhões por ano desde 1990.

Para o diagnóstico são necessários três ou mais características no ultimo ano, o que já configura dependência:

– forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substancia.

– dificuldade em controlar o comportamento de consumir o cigarro em termos de início, término e quantidade

– estado de abstinência fisiológico quando o uso da substancia cessou ou foi reduzido.

– tolerância, ou seja, o aumento das doses da substancia é demandado para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas

– abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor de uso da substância, com aumento do tempo necessário para obter a substancia ou para se recuperar de seus efeitos

– persistência do uso, a despeito da evidencia clara de consequências manifestamente nocivas.

O tabagismo é uma doença complexa e multifatorial que envolve diversos aspectos e o seu tratamento deve seguir a mesma linha.

Ajudar alguém a parar de fumar é a medida mais importante para a melhora da saúde do paciente. O tabagismo acarreta, em média, perda de 10 anos de vida e deixar de fumar nas idades de 30, 40, 50 e 60 anos reduz a perda de anos de vida em 10,9, 6 ou 3 anos de vida respectivamente. Ou seja, em qualquer idade, é importante deixar o cigarro e quanto mais cedo, melhor.

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