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Tratamento com Spray de Sketamina

Tratamento com Spray de Sketamina

10 de dezembro de 2021 Gratular

Somos a ÚNICA clínica do Ceará habilitada a realizar a aplicação do Spray de Sketamina, o mais novo tratamento, aprovado pela ANVISA para Depressão Resistente a Tratamento e Depressão com Risco de Suicídio.

O medicamento é indicado para quadros de Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) e para a rápida redução dos sintomas depressivos. A DRT é caracterizada por pacientes que tentaram pelo menos dois tratamentos antidepressivos administrados em doses controladas por uma duração adequada no episódio atual, mas não responderam à terapia.

Os estudos clínicos ASPIRE 1 e 2 embasaram a ANVISA para aprovação da medicação nessa indicação, pois mostraram rápida redução dos sintomas depressivos já em 4 horas após a primeira aplicação, reduzindo de forma significativa a pontuação média da Escala MADRS, sendo essa a única droga aprovada para tal desfecho. Além disso, esse estudo demostrou que 60% dos pacientes que fizeram uso de Spravato associado a um Antidepressivo oral, atingiram resposta no tratamento e 42% atingiram remissão completa dos sintomas após 4 semanas.

O Spravato utiliza uma estratégia diferente ao inibir o receptor de glutamato N-metil-D-asparato (NDMA). Esse mecanismo de ação pode ajudar a restaurar as ligações entre as células nervosas cerebrais, proporcionando a melhora rápida dos pacientes.

Quer saber mais sobre esse maravilhoso tratamento? Entre em contato conosco.

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III Simpósio Gratular | Centro de Neurociências

III Simpósio Gratular | Centro de Neurociências

16 de setembro de 2020 Gratular

O simpósio Gratular chega à sua terceira edição numa versão totalmente digital, com uma temática muito relevante nesse momento que estamos vivendo: ⁣

O desenvolvimento do nosso novo projeto de Hospital Dia, com cuidado interdisciplinar a todos que precisam de cuidados em saúde mental.

Se inscreva gratuitamente nesse link

E confira nossa programação:

Dia 1/10/2020

Mesa 1: 19 às 20:30h: Gratular Dia: humanização no cuidado da Saúde mental
• O que é a Gratular dia? – Uma proposta diferente e inovadora em Saúde mental chegando em Fortaleza. Gisele Serpa – Psiquiatra Forense
• É possível tratar da dependência em drogas sem internação? Raul Nepomuceno, Psiquiatra e Terapeuta Cognitivo Comportamental
• E a família? Os vínculos familiares fazem toda a diferença no tratamento. Inês de Castro, Psicóloga e Psicanalista

Mesa 2: 20:30h as 22h: Sexo, drogas e rock and roll – o que podemos aprender sobre atividades prazerosas para o nosso cérebro?
• Como funciona o nosso cérebro quando usamos drogas e quando ouvimos música? Amanda Barroso, Psicóloga e Neuropsicóloga
• Drogas alucinógenas, cogumelos e ecstasy: como elas funcionam e o que elas têm a ver com a depressão. Gisele Serpa, Psiquiatra Forense
• A história de Amy Winehouse: o vício em sexo e a construção da sexualidade feminina. Camille Borges, Psicóloga e Sexóloga

Dia 2/10/2020

Mesa 3: 19 às 20:30h: Resiliência e Saúde Mental
• Corpo em movimento, mente saudável: Como a atividade física pode melhorar a nossa Saúde Mental? Carla Brandão, Psiquiatra e Terapeuta Cognitivo-Comportamental
• Como melhorar nossa relação com a comida através do comer intuitivo e do mindful eating? Fernanda Cardoso, Nutricionista Comportamental
• Mindfulness, bodypositive e auto-aceitação. Um caminho possivel? Isabelle Cacau Isabelle Cacau, Psicóloga e Analista do Comportamento

Mesa 4: 20:30h às 22h: Curtindo a melhor idade em tempos de pandemia, é possível?
• Dra., ando tão esquecida, será que estou com Alzheimer? – Aline Taumaturgo, Geriatra
• Como socializar em tempos de isolamento social? Como os grupos terapêuticos podem melhorar a saúde mental dos idosos. -Waleska Albuquerque, Terapeuta ocupacional
• Lidando com perdas? Luto e resiliência na terceira idade. José Maia, Psicólogo e Especialista em Saúde do Idoso

 

Dia 3/10/2020

Mesa 5: 9:00h às 10:30h: Reflexos da pandemia nas crianças, adolescentes e pais.

• Como lidar com crianças autistas em tempos de isolamento social. Suyanne Parente,
Psicóloga e Psicanalista
• Dependência de jogos eletrônicos, uso de telas e inversão do ciclo sono vigília em adolescentes, quais as consequências? Cintia Figueiredo, Psicóloga e Analista do Comportamento
• Crianças hiperativas, e com déficit de atenção e o homeschooling, o que fazer? – Ana Paola Robato, Psiquiatra da Infância e Adolescência

Mesa 6: 10:30h às 12h: Saúde mental em tempos de pandemia
• Problemas com álcool em tempos de pandemia – Raul Nepomuceno, psiquiatra e Terapeuta Cognitivo-Comportamental
• Enxaqueca, dor crônica, fibromialgia – como tratar? Bruna Ciarlini, Neuroligista
• Cannabis medicinal, como funciona e quais as indicações? Gisele Serpa

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Videogame: vilão da saúde mental?

Videogame: vilão da saúde mental?

21 de julho de 2020 Gratular

Os dois lados da moeda: o uso do videogame como recurso terapêutico.

Com a ajuda da tecnologia, novas técnicas e abordagens passam a ser utilizadas como coadjuvantes, no tratamento em clínicas de reabilitação física e mental. O videogame surge como um importante recurso terapêutico no acompanhamento não só de crianças, como também de adultos e idosos.

O videogame já foi considerado um vilão para a saúde do corpo e da mente, e, ainda, um influenciador da violência, do sedentarismo e do aprendizado, sendo muitas vezes o inimigo número “um” para o desempenho escolar, visto que é um dos passatempos preferidos da moçada.

Com o advento de uma nova classe de game e a criação de controles sem fios, os chamados por exemplo de Nintendo Wii e PlayStation, estes induzem os movimentos das crianças, adultos e idosos através de instrumentos capazes de reconhecer as ações dos jogadores, garantido um ambiente adequado para o desenvolvimento de novas habilidades, possibilitando a recuperação de movimentos, a melhora da coordenação motora grossa e fina, um melhor equilíbrio e o trabalho das funções cognitivas, como: atenção, concentração, percepção, memória , dentre outras e funções executivas.

Alguns estudos realizados fora do país referem ganhos relacionados a melhora do recondicionamento físico-funcional e desenvolvimento do aspecto motivacional.

O terapeuta ocupacional pode utilizar este recurso, após uma avaliação específica do paciente para averiguar seus déficits e reais necessidades, para posteriormente traçar objetivos a curto, médio e longo prazo. O recurso de entretenimento deve ser dirigido a cada caso específico, ou seja, a escolha do game não deverá ser de forma aleatória, sendo necessário o acompanhamento de um profissional da área.

 Se faz necessário lembrar que os videogames são apenas alguns de muitos outros recursos que são utilizados em um plano de tratamento. Devendo sempre ser reavaliado seu uso dentro de todo o processo, para que não venha acarretar prejuízos ao invés de benefícios. 

Por Waleska Albuquerque, terapeuta ocupacional

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Vinho tinto faz bem?

Vinho tinto faz bem?

21 de julho de 2020 Gratular
Iniciamos a série Mito ou verdade.
 
Os cientistas vêm apresentando cada vez mais evidências de que o álcool, mesmo em pequenas quantidades, faz mal à saúde. Mas o vinho tinto seria uma exceção, podendo até fazer bem, dizem alguns. Será que isso é verdade?
O vinho tinto faz parte da Dieta Mediterrânea, inspirada originalmente nos padrões de alimentação da Grécia, do sul da Itália, da Espanha e Portugal. Baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, cereais, leite e queijo, ela seria a responsável pela longevidade das populações daquelas regiões. Nessa dieta também é necessário evitar produtos industrializados como salsicha e comida congelada.
A Dieta Mediterrânea ajudaria ainda a mudar o estilo de vida de quem a adota. Mas será que existe mais alguma coisa no vinho tinto que possa contribuir para a longevidade e a saúde? Embora os cientistas concordem que o consumo moderado de vinho tinto pode ajudar a proteger o coração, reduzir o colesterol “ruim” e prevenir o entupimento das veias e artérias, há divergências sobre o que estaria por trás desses benefícios.
O vinho tinto é feito com uvas que contêm micronutrientes conhecidos como polifenóis. Eles atuam como antioxidantes e podem proteger o organismo contra algumas doenças e ainda combater o envelhecimento. Os polifenóis protegem tanto as células quanto outras substâncias químicas naturais do corpo contra os danos causados pelos radicais livres.  Há mais de 8 mil polifenóis identificados em bebidas como chá e vinho e em alimentos como chocolates, frutas, legumes e azeite extra-virgem, entre outros.
Um destes polifenóis é o resveratrol, um dos mais estudados pelos cientistas. Sua existência já era conhecida no começo do século 20, mas foi somente a partir dos anos 1990 que a substância foi descoberta no vinho tinto.  Saudado durante muitos anos como uma espécie de substância milagrosa, o resveratrol é um composto que, segundo os pesquisadores, poderia retardar o envelhecimento e combater o câncer e a obesidade.
A maioria dos estudos testou o resveratrol em cobaias de laboratório como peixes, camundongos, ratos e até em leveduras. Até o momento, os testes em camundongos revelaram resultados animadores, mas ainda não foram encontradas evidências sobre a eficácia em humanos. Na maior parte das vezes, os cientistas deram às cobaias grandes concentrações de resveratrol – muito maiores do que as contidas em uma taça média de vinho tinto.
Na Universidade de Leicester, na Inglaterra, testes com ratos indicaram que dois copos de vinho por dia podem reduzir a incidência de tumores nos intestinos – e o cientistas vêm estudando maneiras de desenvolver o resveratrol como composto isolado, para ser tomado individualmente como uma droga para prevenir o câncer.
Na verdade, teríamos que beber muitas garrafas de vinho tinto por dia para consumirmos uma dose correspondente a um suplemento de resveratrol.  E claro que, se fizermos isso, qualquer pequeno benefício do resveratrol será anulado pela quantidade de álcool ingerida.
Há quem diga que a fama de ser bom para a saúde atribuída ao vinho tinto se deve, na verdade, ao fato de a bebida fazer parte da Dieta Mediterrânea. Nesse tipo de alimentação, ele é consumido moderadamente, acompanhando uma boa quantidade de alimentos frescos ricos em nutrientes como frutas, vegetais, peixes e nozes. Possivelmente, a combinação de todos estes elementos é que resulta em uma vida mais longa e saudável.
De acordo com o Cancer Research UK, o centro britânico de pesquisas para o câncer, é um erro tomar vinho tinto achando que isso fará bem à saúde. A instituição lembra que, mesmo em quantidades moderadas, o álcool aumenta o risco de vários tipos de câncer. Estima-se que esta seja a causa de 12,5 mil casos de câncer registrados todos os anos na Grã-Bretanha.

Portanto, a idéia de que vinho tinto faz bem a saúde, isoladamente, é um mito!
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Tecnologia e psiquiatria: o médico será substituível?

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21 de julho de 2020 Gratular

Qual o papel da tecnologia na medicina?

Cada vez mais, nos últimos congressos de psiquiatria e Neurociências, tem se abordado o papel das redes sociais, a realidade virtual, a inteligência artificial, o machine Learning e a telemedicina para manejo, diagnóstico e tratamento de transtornos mentais, e como essas relações permeiam as relações médico-paciente.

No APA (Encontro Anual da Academia de Psiquiatria Americana) de 2019, foi apresentado um software com acurácia de 80% avaliando a construção da linguagem e discurso desorganizado, alogia, psicoses e esquizofrenia. O software consegue fazer uma análise metafórica mostrando quem tem mais risco de desenvolver psicoses, sendo capaz de predizer disfunções de linguagem na infância e adolescência e quem tem mais risco de desenvolver transtorno psicótico no futuro.
A inteligencia artificial tem sido usada para monitorar risco de suicídio e intoxicação por substancias, sempre tendo a linguagem semântica e sintática, que podem ser aprendidas por algoritmos computacionais, identificando quando está destorcida da realidade.
Aparelhos medem movimentos, tom de voz e temperatura corporal, enriquecendo a inteligência artificial, aprendendo como funcionam uma linguagem normal e a inadequada.
Existe ainda, um software novo de psicoterapia que foi aprovado no Brasil, chamado Deprexis, que utiliza a Terapia Cognitivo-Comportamental, como base, realizando perguntas, que vão mudando de acordo com o padrão de resposta do paciente e fornecendo relatórios diários para o terapeuta e não excluindo a analise offline humana. 

Essa é uma das aplicações da inteligencia artificial. Aprendemos com a tecnologia e ela aprende conosco, ela precisa ser alimentada para que se desenvolva. 

Com relação ao uso dos aplicativos no manejo de pacientes com transtornos mentais.

O que é um aplicativo de saúde?

Quando eles podem ser considerados terapêuticos?

Hoje existem mais de 10.000 ditos de saúde mental, quais são realmente úteis e quando devemos indica-los ou não?

Em atenção primária, há vantagens, com informações, esclarecimentos sobre a doença, conexão social com outros pacientes com o mesmo transtorno, e informações sobre os medicamentos. 

Quando usados por especialistas, somente 4% dos apps apresentam política de privacidade, se comprometendo a não fornecer informações, com aumento de risco e, portanto, temos de ter cautela.

Para que indiquemos, ele tem que demonstrar eficácia.

Infelizmente, nos estudos conduzidos, não tem diferido de placebos.

Os aplicativos de Terapia Cognitivo Comportamental não são eficazes, pois os pacientes dificilmente aderem ao tratamento e tendem a não seguir as sessões. 

Precisam ser fáceis de ser utilizados, muitos pacientes não têm facilidade de acessar e entender como funciona. 

Eles devem trazer um feedback, uma resposta ao paciente, de como ele está caminhando, se está melhorando ou não. Infelizmente, nenhum dos apps preencheu essas características.

Entretanto, apps que não são desenvolvidos pra transtornos mentais, como apps de música, são terapêuticos, principalmente para pacientes esquizofrênicos, pois reduzem estresse que sintomas psicóticos, como alucinações auditivas, podem causar. 
Por Gisele Serpa, psiquiatra
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21 de julho de 2020 Gratular

A cetamina, também conhecida como quetamina ou ketamina, é um anestésico, com aplicação hipnótica e aspecto analgésico, foi aperfeiçoado a partir da década de 60. A cetamina foi examinada por possuir forte resultado antidepressivo, conquistando inéditos estudos a respeito da doença que atinge 10% da população mundial, ou seja, quase 1,4 bilhão de pessoas.

Em pouco mais de 10 anos, pesquisadores dos EUA, desvendaram que em doses mínimas, a droga favorece conforto à pacientes em quadro depressivo. Em estudos iniciais, 70% dos pacientes eram resilientes à quase todas as formas de tratamento antidepressivo apresentaram melhorias, tempo após admitirem doses endovenosas da cetamina.

A cetamina se apresentou eficaz também no tratamento de pacientes resistentes á medicação antidepressiva, quantidade que pode chegar a 30% dos pacientes com diagnóstico de depressão. Sendo assim, os pacientes com disposição ao suicídio, somente obtinham resultados, após semanas de início dos tratamentos com antidepressivos convencionais.

O tratamento com cetamina para pacientes com o diagnóstico de depressão já foi aprovado pelo FDA nos Estados Unidos, na sua forma nasal (esketamina), e está em tramitação no Brasil a sua aprovação para 2020. Está sendo usada de forma experimental em vias endovenosas e subcutâneas, com respostas superiores a 80% (na via subcutânea, que é a utilizada aqui na Gratular. Entretanto, torna-se fundamental ressaltar que o tratamento com cetamina é um procedimento medico especializado e somente deve ser indicado por um médico habilitado para tal.
O procedimento consiste em uma aplicação subcutânea de cetamina (ketamina) em doses subanestésicas, sob a orientação de um médico psiquiatra e/ou um anestesista em ambiente com monitorização. A aplicação de cetamina pode ser realizada ambulatorialmente ou com o paciente internado.
Na maioria dos casos, uma única aplicação de cetamina é suficiente para reduzir significativamente os sintomas depressivos e proporcionar alívio e conforto ao paciente em poucas horas, entretanto em algumas situações, aplicações subsequentes podem ser necessárias, neste caso, as sessões acontecem em quantidade e frequência determinadas pelo psiquiatra do paciente ou pelo responsável médico pelas aplicações. No protocolo utilizado pela Gratular, é recomendada a oito aplicações com periodicidade semanal. 
Anteriormente ao início tratamento o paciente deverá realizar uma consulta de avaliação e solicitação dos exames pré-procedimento, com o psiquiatra responsável pelo procedimento. Os agendamentos são feitos na nossa recepção.
A aplicação da Cetamina se mostrou bastante eficaz na redução da ideação suicida em pacientes com depressão maior, em estudo publicado American Journal of Psychiatry.

“Este estudo é a demonstração mais definitiva, até agora, de uma redução clinicamente significativa na ideação suicida dentro de 24 horas após o tratamento com cetamina”, afirmou o o Dr. Grunebaum, coordenador do estudo publicado em dez/2017 – que incluiu 80 pacientes com transtorno depressivo maior e ideação suicida clinicamente significativa.

Também conhecida como quetamina ou ketamina, a Cetamina é um anestésico com aplicação hipnótica e aspecto analgésico.  Há pouco mais de 10 anos, pesquisadores dos EUA desvendaram que, em doses sub-anestésicas, o medicamento oferece conforto à pacientes com quadro depressivo.

A Cetamina é indicada principalmente para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento medicamentoso tradicional. Além disso, pela rápida resposta que a Cetamina apresenta, ela é fortemente indicada para pacientes com ideação suicida.

Os pesquisadores relatam que a melhora da ideação suicida persistiu amplamente durante o período de seis semanas, o que pode ser parcialmente explicado pelo fato de os pacientes terem continuado a medicação psicotrópica prévia, que foi otimizada após a infusão de cetamina.

Por Gisele Serpa, psiquiatra
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Você sabe o que é o TDAH? O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade está presente em torno de 3% a 5% das crianças em idade escolar e pode ser descrito como a presença de uma série de sintomas comportamentais, como:

  • Desatenção, 
  • Viver no “mundo da lua”, 
  • Dificuldade de foco e atenção, 
  • Dificuldade no processo de aprendizagem, 
  • Impulsividade, 
  • Agitação psicomotora.
Geralmente, esses sintomas se estabelecem por volta dos sete anos de idade. Para realizar o diagnóstico do TDAH, é muito importante que haja uma avaliação médica, psicológica e psicopedagógica, analisando os contextos: escolar, familiar, social e biológico.
Além desses sintomas comportamentais, há também alteração no funcionamento do padrão de atividade cerebral, principalmente com uma lentificação do lobo frontal do cérebro, responsável pelos nossos processos de memória de trabalho, concentração, atenção, foco, tomada de decisões e processamento dos eventos que ocorrem ao nosso redor, por exemplo. 
Com a avaliação eletro encefálica é possível detectar esse padrão disfuncional do cérebro e elaborar um protocolo de treinamento por meio do Neurofeedback para regular essas funções, trazendo muitos benefícios, sendo um tratamento complementar muito efetivo para casos de TDAH.

É importante frisar que se faz necessário um acompanhamento multidisciplinar (médico, psicológico, nutricional, físico, escolar, etc) tanto para diagnosticar quanto para realizar o tratamento para o TDAH com maior eficácia.


Por Psicólogo Vítor Sá. 

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Cérebro ou coração apaixonado?

Cérebro ou coração apaixonado?

21 de julho de 2020 Gratular

Quais  os mecanismos que ocorrem no cérebro em relação ao amor? Mas se tudo ocorre no cérebro, por que teimamos em usar o coração como símbolo desse sentimento? 

A ciência já provou que ele bate mesmo mais forte quando encontramos a pessoa amada. Dessa forma, todo o colorido do amor é representado pelo coração, mas o que ocorre é uma avalanche de neurotransmissões mediadas pelo nosso cérebro.

Você pode ser a pessoa mais romântica do mundo, mas quando começar a entender a química da paixão, vai perceber o quão pragmática ela é. E tem mais: a paixão não é feita para durar muito tempo.

É que existe um roteiro químico da paixão que é responsável por diversas reações em nosso organismo, como o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, o aumento da intensidade de nossa respiração, a dilatação das pupilas, os tremores, a falta de apetite, a confusão mental. A paixão afeta até mesmo o nosso sono e a nossa concentração.

Pode ser amor à primeira vista ou uma atração ao ver a pessoa. É neste estágio inicial que os neurônios liberam a dopamina, hormônio que provoca euforia. De acordo com estudos da antropologista Helen Fisher, o sistema límbico, voltado para as recompensas, é ativado quando estamos apaixonados.

Toda vez que você pensa na pessoa amada, mais dopamina é liberada. O seu amor, contudo, não fica restrito apenas à pessoa, mas tudo ao seu redor parece mais “colorido”. Essa necessidade desenvolvida desde os tempos da caverna ajudou o homem evoluir. Afinal, a procriação e a criação de filhos nada mais é do que uma resposta a esses estímulos.

Sabe aquela sensação de ter “borboletas no estômago” quando você encontra a pessoa amada? Ela existe devido ao sinal que seu cérebro envia para a glândula adrenal (localizada nos rins), onde adrenalina, epinefrina e norepinefrina são bombeadas.

São estes hormônios que aumentam os batimentos cardíacos e provocam excitação sexual. Enquanto a dopamina traz um sentimento de felicidade, a norepinefrina aumenta a vontade de se estar com a pessoa. Além disso, os apaixonados têm baixos níveis de serotonina, um hormônio encontrado em pouca quantidade em pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo. Por isso, alguns indivíduos apaixonados tornam-se obcecados pelos parceiros.

Nosso processo de análise e decisão é afetado.

“A parte mais evoluída do cérebro é o córtex pré-frontal. É lá que tudo acontece: as decisões, análises de riscos, tudo fica ativo nessa região. Quando estamos apaixonados, essa área fica menos ativa. E é por isso que as pessoas cometem ‘loucuras de amor’, que podem parecer ótimas ideias à primeira vista, mas nem sempre são. Isso tudo porque a área de tomada de decisão de nosso cérebro não está em sua melhor fase”.

Outras regiões, como o núcleo caudado e a área tegmentar ventral, também são afetadas. Essas regiões são ricas em dopamina e endorfina, que têm efeitos semelhantes ao da morfina em nosso corpo. Ou seja, é normal se sentir “anestesiado”.

Quando estamos apaixonados, a amígdala passa a funcionar de formar inadequada – e isso tem grandes consequências. Se dizemos que o amor é cego, é por conta desse mal funcionamento. Localizada no lobo temporal do cérebro, é ela que comanda o bom senso do ser humano, ajuda na tomada de boas decisões, reconhecimento de situações de risco, entre outras funções.

Se você já deixou de lado coisas importantes para estar com seu amor, vá em frente e culpe a amígdala.

A partir do momento que o relacionamento amadurece, os apaixonados se tornam menos obsessivos. Após um ano, o crescimento neural retorna a um estágio normal. O cérebro volta a produzir serotonina e, por isso, um sentimento de confiança começa a fazer parte do relacionamento.

Segundo estudos, outro hormônio que torna a relação mais estável é a ocitocina. Ele é conhecido por ser liberado durante o orgasmo, mas também é o responsável por diminuir a necessidade de estar com o parceiro todo o tempo.

Quando duas pessoas estão juntas por muito tempo, uma área do cérebro chamada ventral pallidum é ativada. Nela são produzidos a ocitocina e os receptores de vasopressina, que estão associados à monogamia. Enquanto a ocitocina aumenta com o decorrer de um relacionamento, os níveis de dopamina diminuem.

Isso não significa que você não fica mais excitado ou feliz do lado da pessoa que ama. Na realidade, a necessidade deste hormônio é substituída por uma molécula chamada CRF. Ela é liberada sempre que casais estão longe – o que causa uma desagradável sensação de separação e saudade.

Além disso, o sistema límbico continua funcionando, ou seja, relacionamentos longos têm duas vantagens: a excitação do primeiro beijo e a segurança de estar com quem se ama.

Por Gisele Serpa, Psiquiatra

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Mudança de carreira

Mudança de carreira

21 de julho de 2020 Gratular

Você se formou, fez cursos, tem uma experiência profissional considerável. Agora já sabe todos os passos de sua carreira, certo? Definitivamente não! O mercado tem mostrado que profissionais terão que se adaptar cada vez mais rápido para mudar de carreira.  E essa é uma realidade presente em praticamente todas as áreas do mercado de trabalho.

Essa prática tem diversas explicações: as áreas profissionais estão convergindo cada vez mais para entregar melhores resultados, algumas áreas estão em alta quanto ao número de oportunidades aumentando interesse de profissionais, e até mesmo pela consciência de que o melhor trabalho é o que realiza um profissional. Dessa forma, a mudança de carreira se torna um movimento cada vez mais natural, mas para se adaptar a isso é preciso preparação. Você sabe como?

Conheça-se! O autoconhecimento é uma competência fundamental para uma mudança de carreira. Isso significa que você deve se conhecer e entender quais são os seus pontos fortes, fracos e a desenvolver e com isso entender as chances de sucesso em sua nova empreitada. Seja capaz de se autoavaliar, isso é fundamental!

Ao planejar uma mudança de carreira, o caminho com mais chances de sucesso é entender o mercado, a sua situação profissional e quais as possibilidades que você tem para atuar em outra área. Se você está empregado e pretende continuar na sua empresa, pode entender em que outras áreas pode contribuir dentro da organização. Se pretende mudar de emprego, o caminho é pesquisar e entender o que é preciso para mudar.

Novos caminhos exigem novos conhecimentos, por isso fazer cursos e mergulhar na sua nova área será determinante para o sucesso da sua mudança de carreira. Na internet é possível consultar Guias de Profissões e Salários que já indicam quais os cursos e conhecimentos necessários para atuar nas mais diversas áreas profissionais.

Talvez você tenha que dar alguns passos para trás para mudar de carreira, por isso mudanças menos bruscas, para áreas que você já tem algum conhecimento e/ou experiência podem ser melhores, afinal você não precisará começar do zero.

O que você deseja para a sua carreira daqui 5, 10 anos? Quais aprendizados quer adquirir daqui para a frente? Se você vislumbra mudar de carreira, precisa entender e ter de forma clara os seus objetivos desenhados. A mudança de carreira não deve ser prejudicial se for bem estruturada e tiver objetivos, portanto um bom plano de carreira poderá ajudar a explicar para os seus futuros empregadores o porquê de sua decisão de mudança.

Por Gisele Serpa, psiquiatra

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Como me preparar para uma entrevista de emprego

Como me preparar para uma entrevista de emprego

21 de julho de 2020 Gratular

Quer saber como se preparar para uma entrevista de emprego? Este pode ser um dos momentos de maior pressão quando estamos buscando um posto de trabalho. 

Para ir bem nessa etapa, o candidato precisa se preparar. São muitos detalhes e pontos a desenvolver – deixar tudo para a última hora, ou “improvisar”, pode ser arriscado.

Essa preparação não deve começar na véspera. Na realidade, ela começa com o currículo, que guiará a conversa com o recrutador. Nele, procure apresentar resultados, além das habilidades e conhecimentos. Treine contar e explicar cada um dos pontos que você descreve no documento.

E também saiba resumir a sua trajetória em poucos minutos, sem esquecer de passar pelos momentos ou fatos mais relevantes.

Não deixe de pesquisar a empresa. Além de, na maior parte das entrevistas, os recrutadores perguntarem sobre o que o profissional sabe, aprender sobre a companhia ajuda a entender de quem ela precisa em seu quadro de funcionários. É de alguém que lida bem com autonomia e rapidez? Ou de quem trabalha muito bem em equipe?

Outra coisa a ser trabalhada é a confiança. Tudo bem estar nervoso, mas controle os sinais e os substitua com sinais de segurança e autoconfiança (o que é diferente de arrogância, cuidado!).

A seguir, confira tudo o que é preciso – desde à preparação, até o que fazer depois da entrevista de emprego.

Como se preparar para uma entrevista de emprego

O autoconhecimento é um dos pontos mais relevantes, porque influencia diretamente em como a pessoa conta a sua história. É importante ter clareza sobre a trajetória, experiências anteriores relevantes, pontos a desenvolver, erros do passado, limitações e ter um plano, pelo menos de curto prazo, para a carreira.

Também é possível treinar para os testes online, como os de capacidade analítica, inteligência espacial, análise crítica de texto e até resolução de cases. Busque referências na internet! Você pode pesquisar por testes de lógica, de inglês ou desafios de cases. .

Não basta só se conhecer, você precisa saber contar a sua história. Afine sua habilidade de “storytelling”. Se tem uma frase que com certeza será dita durante a entrevista de emprego é: “Me fale sobre você”. Por isso, saiba narrar sua trajetória de forma “curta”, tenha uma versão de 5 minutos, e “longa”, com cerca de 8 minutos.

Utilize o método STAR, um jeito de estruturar que ajuda na hora de narrar suas conquistas. STAR é um acrônimo para Situação, Tarefa, Ações e Resultado. Basicamente, é só seguir essa ordem ao narrar seus feitos. Assim, garante que nenhum ponto importante ficará de fora.

Atualmente, as companhias buscam candidatos que se adequem à sua cultura – o famoso “fit cultural” -, por isso é muito importante estudar sobre a organização para a qual se aplica. Além disso, é bom saber sobre o contexto da empresa, em específico. Estude os seguintes pontos:

  • Macroeconomia: Você não precisa ser um expert, mas é bom saber como anda a situação política e econômica do Brasil. Qual a situação mundial? Qual é a aposta para ser a nova superpotência mundial?
  • Indústria: Quem são os principais clientes no setor da empresa? E os principais concorrentes? Quem domina o mercado?
  • Empresa: Como é a cultura da empresa? Sua missão, visão e valores? Como ela se comporta nas redes sociais? Como sua marca se posiciona? Quais seus principais produtos?
  • Área/função: O que a área para qual você está se candidatando faz? Como se encaixa na empresa como um todo? Qual é o perfil dos profissionais? Como você pode contribuir para essa área?

Por fim – e, definitivamente, não menos importante – estude as perguntas mais básicas, sem se esquecer de se preparar para as mais difíceis. Não dá para prever as questões mais originais que o recrutador fará. Mas, tendo pesquisado sobre a empresa, você pode tentar se preparar para responder pontos que surjam.

Por exemplo, se autonomia é um foco da organização, pense em como explicaria como você lida com esse valor durante o dia a dia. E assim por diante. Confira essa lista de perguntas mais difíceis para se inspirar!

Como escapar de “saias justas”

Algumas saias-justas podem ser evitadas. Por exemplo: atrasos. Quem mora em lugares que têm trânsito diariamente, precisa sair mais cedo. Mas se acontecer, ligue para o recrutador quando perceber que não vai conseguir cumprir o horário e explique honestamente a situação. Dê espaço para ele decidir se espera você chegar, ou se remarca a entrevista de emprego.

Quando o entrevistador pergunta algo com que você não está confortável em responder, como sobre sua idade, avalie o contexto e responde com sinceridade.

“Se for muito mais velho do que a média dos profissionais da empresa, diga que isso não interfere na sua disposição para aprender. Se for muito mais jovem, deixe claro que tem maturidade suficiente para assumir a posição”.

Já no começo da conversa, você pode perceber que o entrevistador está sendo meio “frio”, ou mal-humorado. Lembre-se que ter dias ruins é comum e pode acontecer com todo mundo. Não encare como uma questão pessoal, relacionada a você, nem deixe que seu nervosismo aumente por conta disso.

Avalie o clima: tente “quebrar o gelo” com assuntos amenos no início da conversa e, se o interlocutor se mostrar fechado, foque em ser objetivo e dar respostas diretas.

Pensemos antes de irmos para a entrevista, já teremos passado por uma primeira seleção baseada no currículo. Ou seja, se nos chamaram para a entrevista, é porque somos sérios candidatos para a vaga; caso contrário, a empresa não gastaria recursos nos chamando para uma entrevista. Ou seja, o que vamos ganhar ou perder nesta fase depende de como responderemos às perguntas que nos façam.

Na entrevista, os recrutadores querem te conhecer pessoalmente, avaliar a imagem que você passa, como você se expressa, se sabe controlar o nervosismo e, obviamente, muitos outros aspectos relacionados direta ou indiretamente com a vaga para a qual você está se candidatando.

No fim das contas, cada entrevista, cada entrevistador e cada candidato são um mundo a parte. Neste sentido, a pessoa que normalmente fica com a vaga é aquela que tem uma maior habilidade para ler a própria entrevista e colocar em sintonia estas três partes.


Por Gisele Serpa, psiquiatra

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